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BAIXA NAS VENDAS – As vendas do mês de julho de 2014 foram 11,8% maiores que a do mês da Copa do Mundo (junho), no entanto, apesar dessa “alta”, o comércio de veículos no Brasil no sétimo mês do ano caiu exatamente 20,5% em relação ao mesmo mês de 2013. Os números foram divulgados ontem (6/8) pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
MAIS NÚMEROS – Até o dado instante (de janeiro até agosto) a retração de vendas no Brasil está em 17,4% em relação a 2013. Segundo a Anfavea, este foi o pior mês de julho desde 2006. O principal fator nessa diminuição foi a restrição de créditos bancários (que serve, também, para diminuir as taxas de inadimplência). Outra queda registrada foi a de exportações de veículos. Agora em 2014 o Brasil já registrou retração de 36,7% nas vendas externas. Lembrando que 75% das nossas exportações do setor automotivo são feitas para a Argentina, portanto, se os vizinhos vão mal, a nossa economia também sofre.
APÓS 17 ANOS… – O preço da gasolina na Venezuela será reajustado. O Ministério do Petróleo (da Venezuela) informou que, após 17 anos de congelamento, o novo aumento da gasolina naquele país será definido por intermédio de consulta popular. Apesar da fartura, os venezuelanos passarão por campanha de racionamento de combustível. Por lá o preço do litro (da gasolina pura) é muito mais barato que o nosso. Mas, do mesmo jeito que aqui, é um “samba do crioulo doido”, pois as contas não fecham. Na Venezuela o subsídio à gasolina provoca um prejuízo anual de US$ 15 bilhões aos cofres públicos.
POR AQUI – Também teremos aumento no preço dos combustíveis. O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou o fato esta semana. Atualmente temos uma das mais caras (e de pior qualidade) gasolinas do mundo.
FALANDO EM ECONOMIA… – Nada a ver com carros, mas vale a pena destacar: a obrigatoriedade (da exposição na Nota Fiscal) do percentual de impostos que nós, pagadores, despendemos ao realizar nossas despesas cotidianas, permite ter-se uma visão mais clara do absurdo que é morar num país que cobra demais e pouco dá em retorno à população. Quer um exemplo? Numa compra de produtos alimentícios e de limpeza feita num supermercado, o brasileiro deixa (exatos) 29,74% de tributos para o Governo! Isso mesmo: a cada três feiras, uma fica de presente para Governo.
