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SUSPENSÃO – A divisão comercial da Magneti Marelli, detentora do maior portfólio de produtos de reposição de autopeças, anunciou o lançamento de novos amortecedores para diversos modelos das marcas asiáticas Mitsubishi, Nissan, Toyota, Honda, Hyundai e Kia. A empresa oferece um catálogo de amortecedores que atende a 98% da frota circulante no Brasil. Para maiores informações sobre os novos produtos, acesse: www.mmcofap.com.br Em tempo: lembre-se de fazer uma verificação nos amortecedores do seu veículo a cada 10 mil quilômetros.

A EXTINÇÃO DO EXTINTOR – Como você já sabe, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) anunciou na quinta-feira passada (17/9), que o uso do extintor de incêndio em veículos leves não será mais obrigatório a partir do dia 1º de outubro/2015. Segundo o órgão, “o equipamento será mandatório apenas em automóveis utilizados comercialmente para transporte de passageiros, veículos pesados e também os destinados ao transporte de produtos inflamáveis, líquidos e gasosos”.

AVALIAÇÃO – A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva fez a seguinte pesquisa: avaliou 2 milhões de automóveis cobertos por seguros e sinalizou que, em caso de “sinistros” (avarias do automóvel decorrentes de acidentes), apenas 800 carros tiveram como causa um incêndio. A entidade foi além e disse que, desse total, somente 24 segurados informaram ter utilizado o extintor, ou seja, 3% dos casos.

MAIS – Outras pesquisas feitas pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) indicaram que os carros modernos dispõem de tecnologias que reduzem o risco de incêndio em acidentes, como a localização do tanque de combustível do lado de fora do habitáculo dos passageiros, uso de materiais menos inflamáveis e o corte automático de combustível em colisões.

OBRIGATÓRIO – O Ministério das Cidades indica a seguinte diretriz: “Os veículos aonde a obrigatoriedade foi mantida, deverão ser equipados com um extintor do tipo ´ABC´, o único capaz de combater fogo em todos os combustíveis líquidos, sólidos, gasosos e elétricos. Transitar sem o extintor ou com o equipamento fora do prazo de validade é infração passível de multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira de habilitação.

CINZAS – Nosso país é uma ciranda de paradoxos. Eu, assim como milhões de consumidores lesados, comprei aquele inútil “kit de primeiros socorros” dos anos 1990. Lembra? Hoje serve de enfeite na garagem. Praticando o velho exercício de ´jornalismo comparativo´, acompanhei esse tema durante uma semana e descobri a primeira empresa do ramo que já se manifestou por causa dos prejuízos.

QUEM? – A ´Extinpel´, tradicional fábrica de extintores da cidade de Santo Antônio da Platina (norte do Paraná) já declarou que, por causa dessa decisão governamental, planeja demitir 100 funcionários até o final desta semana. Fundada em 1986, essa empresa já chegou a fabricar (agora em 2015) cerca de 150 mil extintores por mês entre os ´comuns´ e os mais completos do tipo ´ABC´. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Extintores (Abiex) já sinalizou que a medida deve acarretar um prejuízo de R$ 100 milhões ao setor e o pior: demissão de 50 mil funcionários!

DESABAFO – O sócio-proprietário da Extinpel, Francisco Carlos de Oliveira, entrevistado por um veículo de comunicação do sul do país, declarou: “O Brasil não é um país sério”. Essa famosa frase sempre trás à tona uma história inverídica, que aponta que a citação original “Le Brésil n’est pas un pays serieux” é de autoria do francês Charles de Gaulle. Se o político europeu tivesse mesmo dito isso, estaria coberto de razão, mas vejam que ironia: a autoria original é de um brasileiro da gema. Quem formulou essa frase foi o diplomata Carlos Alves de Souza Filho, embaixador do Brasil na França entre 1956 e 1964, em decorrência de um bobo imbróglio entre o Brasil e França chamado de “Guerra da Lagosta”. Frigir dos ovos: no Brasil, terra aonde traficante se vicia, cafetão sofre por amor e prostituta se apaixona…, o extintor poderá voltar a ser obrigatório outra vez. Conselho de amigo: conserve o seu em dia.