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MORTES – No fechamento de 2015, a média de pessoas mortas no Brasil, somando-se dados do Ministério da Saúde e Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) passa de 50 mil pessoas, um número similar ao de soldados mortos na Guerra do Vietnã entre 1965 e 1975. Multiplique isso por três e você obterá a quantidade de brasileiros com sequelas graves todos os anos por causa desse problema social, que é a falta de educação no trânsito.

INCOERÊNCIA – No nosso velho e surrado país aonde prostituta sente prazer, cafetão sofre por amor e traficante de drogas se vicia, pune-se no trânsito, por exemplo, quem degustar um bombom com licor, mas não é considerado um infrator aquele que dirige uma motocicleta com os pés descalços… A incoerência de uma legislação caduca persiste com o passar dos anos e pouco interesse há em mudar coisas desse tipo. Alguém que pilota uma moto com os pés descalços e, por um acidente de percurso, decepa um deles num acidente, é aposentado por invalidez. Uma triste situação que sobrecarrega o já deficitário INSS.

JÁ CITEI… – Outras vezes aqui nesse espaço, o exemplo de Brasília (DF), que tinha, há vinte e poucos anos, o trânsito mais violento do país. Com a adoção dos “pardais”, os vigilantes eletrônicos de velocidade, o panorama mudou completamente e hoje o Distrito Federal serve como um dos melhores parâmetros de boa convivência social no trânsito. O limite por lá é de 60 km/h em vias urbanas e 80 km/h em pistas um pouco mais periféricas. Não sei quem disse isso, mas é uma grande verdade: “O órgão mais sensível do corpo humano é o bolso”. Quando as multas coçam o bolso do cidadão…, a tendência é que o respeito pelas leis de trânsito seja ampliado. Maceió está precisando demais de fiscalizações eletrônicas. Têm muitos motoristas abusando de excesso de velocidade em vias bem movimentadas e com pedestres nas calçadas.