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DA CASA – Profundo conhecedor de histórias, marcas, tipos especiais e minúcias do universo antigomobilista, o alagoano Mário Raul Armando Leão (um dos colecionadores pioneiros de carros antigos no Brasil) agora faz parte do seleto grupo de conselheiros da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para assuntos relacionados a automóveis clássicos. Mário Leão é o único brasileiro entre os 29 integrantes do conselho, e representará o país nas três reuniões anuais sobre o tema. Nossos parabéns!

MAIS – Da mesma geração dos lendários Roberto Lee e José Roberto Nasser, Mário Leão é colecionador de carros antigos desde 1975. Seu acervo – conservado com luvas de algodão egípcio pelo braço direito Helvécio Afonso – não é numeroso, tem altíssima qualidade. O conjunto exibe, por exemplo, alguns modelos impecáveis (e raros) como um Rolls-Royce Silver Dawn 1950 e um Delage, clássico francês dos anos ´30 (único no Brasil).

DORMINHOCOS – Diariamente, centenas de gatos sofrem graves acidentes com carros. Mas não são somente os atropelamentos que matam os bichanos pelo mundo. A maioria deles gosta de tirar uma soneca embaixo dos veículos e sentem especial atração pelo ambiente quentinho dos motores… É aí que mora o perigo. Nesse link a seguir, confira a divertida campanha publicitária que a japonesa Nissan criou para proteger os pequenos felinos. https://www.youtube.com/watch?v=vO3xyqh0Mjk

PARDAIS – Tema sempre polêmico em qualquer parte do país, a reinstalação dos ´pardais´ (radares detectores de excesso de velocidade e avanço de semáforos na luz vermelha) tem causado opiniões a favor e contra sobre o assunto. Se o leitor me permite um adendo, aí vai! Eu acho que tudo nessa vida tem de andar de mãos dadas com o bom senso. Sou amplamente a favor de multas por avanço de sinais vermelhos, pois, já que não há educação… a correção de conduta tem que doer no bolso para que o perigo não se repita. E sou radicalmente contra, por exemplo, à restrição de velocidade (50 e 60 km/h) em vias já travadas por natureza, como as avenidas Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro, por exemplo. Imagine vir do aeroporto de madrugada (com o trânsito todo livre) em passos de tartaruga… Nem tanto, nem tão pouco. Acho que vale uma reavaliação nesses limites para subir um pouco mais a velocidade, afinal de contas, o trânsito de Maceió não é tão sangrento assim.

VALE LEMBRAR – Nos últimos 10 anos, todas as vezes que esse imbróglio dos ´pardais´ surgiu na mídia, fiz questão de relembrar a situação do Distrito Federal, que tinha o trânsito mais violento do Brasil e, depois da instalação de pardais, Brasília tornou-se a capital mais educada nesse sentido. Por lá a maioria das avenidas tem 60 km/h como limite e, em algumas vias com fluxos menores, esse limite sobe para 70 ou 80 km/h.

OUTRAS QUESTÕES – Antes de tanta preocupação com os pardais, toda a sociedade deveria participar – cobrando dos funcionários públicos que ora estão constituídos como autoridades – outros gravíssimos problemas no nosso trânsito, como por exemplo, motoqueiros que trafegam no ´corredor´ entre duas faixas (e que carregam crianças de colo nas motos, e que ultrapassam pelo lado direito…), caminhões-pipa que fazem fila dupla para descarregar água em prédios da orla, veículos estacionados em cima das calçadas (atrapalhando a turma que possui algum tipo de deficiência física e, portanto, têm dificuldade de se locomover), caminhoneiros que se drogam para manter-se acordados ao volante, etc…, etc…

VALE A DICA – Se os pardais já instalados vão ficar ou bater asas daqui, isso é uma questão futura, já em andamento e bem discutida por órgãos públicos e seus funcionários. Para fugir das multas, uma dica: muitos dos veículos hoje em dia possuem um limitador de velocidade ou apenas um alarme sonoro e/ou visual que avisa que você ultrapassou o limite previamente estabelecido no computador de bordo. É melhor usar do que ter aborrecimentos no bolso, órgão mais sensível do corpo humano…