A primeira curiosidade do Daimler SP250, é que ele teve dois nomes num breve espaço de tempo: foi lançado em 1959 com o nome de “Dart”, mas, após protestos jurídicos da Chrysler (dona real dessa nomenclatura), foi rebatizado de “SP250”. Esse esportivo, fabricado pela empresa British na Inglaterra (sob licença da Daimler) nasceu num momento aonde os (também britânicos) MG e Triumph brilhavam tanto na Europa quanto nos Estados Unidos.
A pressa da companhia em entrar na festa e disputar vendas com essas duas marcas, gerou um automóvel com muitos estilos fundidos numa só carroceria, provocando uma divisão entre os que o achavam um carro muito feio ou os que tinham curiosidade em conhecer o novo conversível. Apesar de ser um patinho feio com uma frente que, definitivamente, não conversa com a traseira, ele até que seria bem simpático se não fossem esses escandalosos ´rabos de peixe´ nas laterais.
Estrutura >> O SP250 surgiu em 1959 no “New York Motor Show” trazendo estrutura externa toda em fibra de vidro e freios a disco nas quatro rodas, uma ótima solução para um carro leve e equipado com motor V8 de 2,5 litros. O modelo foi apresentado como um 2+2 lugares, no entanto, o espaço nos assentos traseiros é mínimo, fazendo do SP250 um automóvel somente para dois adultos.
As primeiras séries nasceram com um problema crônico: uma falha no chassi fazia com que as portas tivessem uma tendência a abrir em esforços maiores feitos em curvas mais fechadas e com o trem de força despejando toda a potência, mas isso foi sanado e o bólido até que teve uma carreira respeitável devido ao seu bom motor de 8 cilindros que o levava a uma máxima de quase 200 km/h e fazia uma aceleração de 0-100 em cravados 9,2 segundos.
História >> Esse ´estranho no ninho´ teve vida curta durando somente cinco anos, mas, entre 1959 e 1964 ele até que não decepcionou frente à concorrência e teve fãs que viraram clientes assíduos. O esquisito da história é que a Daimler sempre fora um fabricante de carros enormes e luxuosos, com fins específicos para famílias grandes e ricas, ou seja, a chegada do SP250 ao portfólio da Daimler representava uma espécie de equívoco existencial criado em nome apenas de um apelo comercial.
Curiosidade >> Com boa disposição em velocidade máxima, suspensão baixinha e chassi (agora refeito e acertado), o SP250 cativou a Polícia Britânica, que adquiriu 30 exemplares especiais, automáticos e pintados em negro, para serem usados como carros de perseguição e interceptação em alta velocidade.
De certa forma raro hoje em dia, esse modelo que chegou a ser apelidado de “Peixe Gato” (por causa do seu esdrúxulo desenho frontal) é um bom carro a ser colecionado. Apesar de sua personalidade pouco carismática, ele é um automóvel interessante.












