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Nissan Zeod RC: híbrido vai correr em Le Mans/2014

Em fevereiro deste ano o Presidente e CEO da aliança Renault/Nissan, Carlos Ghosn, anunciou o objetivo da marca japonesa voltar a competir na famosa corrida “24 Horas de Le Mans”, só que, utilizando a energia elétrica como propulsão principal. Após 33 semanas de desenvolvimento de um novo bólido futurista, a Nissan apresentou o revolucionário “Zeod RC”. A máquina foi exibida pela primeira vez na sede da Nismo (braço de alta performance da Nissan) em Yokohama, Japão.

O Zeod RC vai correr em Le Mans após ter sido convidado pelo Automobile Club de l’Ouest para ocupar um dos lugares numa categoria especial para veículos com tecnologias inovadoras. O modelo nada mais é que um laboratório móvel que já está servindo para o programa “P1” da Nissan, ambiente que planeja o futuro da marca em relação à uma mobilidade mais ´limpa´.

Performance >> O Zeod RC é um veículo híbrido e não puramente elétrico, já que possui (além de dois motores movidos a baterias) um propulsor paralelo a gasolina com 4 cilindros, 1,6 litro de volume e auxílio de reaproveitamento de gases por intermédio de um turbocompressor. O supercarro é equipado com um moderníssimo sistema de regeneração de freios que funciona reaproveitando a energia que seria desperdiçada pelos discos de travagem. Segundo a Nissan, após 11 voltas num trajeto como o “Circuit de la Sarthe” (que sedia as 24 de Le Mans, na França, com seus 13,6 quilômetros de extensão), o Zeod RC será capaz de dar uma volta completa utilizando apenas o modo elétrico, para depois agir em conjunto com o motor a combustão. A marca assegura que o modelo poderá ultrapassar facilmente velocidades acima de 300 km/h.

Novos horizontes >> Pouco a pouco os veículos elétricos ou, mais ainda, os híbridos que combinam energia de baterias com motor a combustão, vão tomando espaço no mercado global. Evidentemente, a exploração do petróleo ainda seguirá firme por décadas, no entanto, é cristalina essa nova (e bem forte) tendência dos carros movidos a combustíveis “limpos”, caso da eletricidade. Um dado interessante é o seguinte: a relação do aproveitamento de um combustível líquido como a gasolina, por exemplo, num automóvel, entre a sua capacidade energética e o que isso pode gerar de força mecânica é de apenas 35%. Já nos carros elétricos, esse aproveitamento é de 90%, o que representa uma vantagem competitiva excepcional.