Se existiu um compacto dissimulado, que ninguém dava nada por ele, mas que sempre foi uma fera disfarçada…, esse é o Talbot Sunbeam Lotus. O esportivo equipado com motorização da Lotus era irritantemente competente nas pistas. Leve, muito bem construído e com um propulsor de invejável fôlego, fez raiva a muitos superesportivos do final dos anos 1970 e início da década de ´80.
Como nasceu? >> O Talbot Sunbeam Lotus surgiu após uma manobra comercial que envolveu a compra da britânica ´Rootes Group´ pela Chrysler. A marca norte-americana agregou em seu portfólio dois modelos famosos: o Avenger e o Imp, ambos oriundos da inglesa Hillman.
Dando continuidade aos projetos de competição, a Chrysler manteve o desenvolvimento de carros especiais, dentre eles (a partir de peças do Avenger e o Imp) o Talbot Sunbeam Lotus chegou como um promissor hatch de 3 portas que serviria, principalmente, às competições de rali. A previsão foi acertadíssima, já que o pequeno (e feroz) bólido foi o grande vencedor do campeonato mundial de rali de 1981 e também campeão do “Lombardi RAC Rally”, de 1980.
Estrutura >> A pequena máquina foi montada num chassi curtinho e que admitia tração traseira. A divisão Chrysler do Reino Unido decidiu, então, apimentar a receita. Convidada a participar da brincadeira, a Lotus chegou fazendo radicais transformações nas suspensões, freios e direção. Trouxe, também, um bravo motor Slant Four de 2.2 litros. Esse propulsor, na configuração de fábrica, ou seja, sem grandes preparações para as competições, já doava 152 hp, levando o carro da imobilidade aos 100 km/h em pouco mais de 7 segundos, atingindo a máxima de 196 km/h, belos números para um modelo bem espartano. Para completar o conjunto, por exigência da Lotus, uma caixa de câmbio manual da ZF com cinco velocidades foi acoplada caracterizando a tal ´cereja do bolo´.
Enfim… >> Mesmo cheio de aparatos esportivos para as competições de rali, o Talbot Sunbeam Lotus jamais chegou a ser um exemplo de beleza nas pistas. Seu design era quadradão, com linhas retas e até com pouca preocupação aerodinâmica, no entanto, o veículo era tão bem acertado, agradável de dirigir e competente nas competições, que chegou a ser ressaltado como um dos mais magníficos automóveis de rali já feitos até hoje.
Em 1979 ele foi oficialmente apresentado ao mundo no Salão do Automóvel de Genebra. Discreto como sempre, não ganhou muito crédito do público, mas gerou muitas surpresas entre 1979 e 1981, período da sua breve – e profícua – existência.
DADOS TÉCNICOS >>
Velocidade máxima: 196 km/h
0-100 km/h: 7,3 segundos
Potência: 152 hp a 5.750 rpm
Torque: 20,3 kgf.m
Volume: 2,2 litros
Taxa de compressão: 9,4:1
Motor: 4 cilindros em linha, 16 válvulas
Caixa: ZF, manual de 5 marchas (com o engate da 1ª para baixo)
Capacidade do tanque: 41 litros de gasolina
Peso: 960 kg













