buru-rodas

Ford Fusion Flex deverá ser apresentado no Salão de São Paulo 2012, em outubro

A Ford do Brasil deverá apresentar o Fusion com motorização “Flex” (bicombustível, que queima álcool e/ou gasolina ou os dois misturados em qualquer proporção) ao público brasileiro no Salão do Automóvel de São Paulo 2012. O tradicional evento que acontece bienalmente na capital paulista, marcará a chegada do sedã de luxo da Ford ao mercado nacional com o motor Flex. A unidade (que já equipa uma versão da nova picape Ranger) será praticamente idêntica. Trata-se do 2.5 Duratec Flex, um propulsor de 4 cilindros com duplo comando de válvulas e que tem potência variável entre 168 e 173 cavalos.

O Fusion atualmente é disponibilizado ao mercado nacional em quatro versões: a de ´entrada´ (motor 4 cilindros a gasolina, ciclo Otto) com preço – base SP, sem frete – que começa em R$ 84 mil; duas versões com motor de 6 cilindros em “V” (tração dianteira 4X2 ou 4X4 sob demanda, a partir de R$ 94 mil) e há, também, o Fusion Hybrid (motor 4 cilindros a gasolina com ciclo Atkinson + motor elétrico), que é vendido a partir de R$ 133 mil.

Eu odeio Flex (Parte 2) >> O Fusion é um sedã de tamanho médio-grande que a Ford comercializa no Brasil e que tem o seu lugar cativo àqueles consumidores que querem um pouco mais de conforto e diferenciação. Já emiti opinião várias vezes sobre essa febre da motorização Flex no Brasil que, em avaliação bem pessoal, é uma grande bobagem desnecessária, já que todos os carros (de marcas variadas que testei) com motores ´Flex´ são, invariavelmente, mais beberrões do que as versões com motor somente a gasolina. Ora: se há anos o Brasil não sofre com racionamento de combustível, se não estamos mais nos anos ´80 (com postos funcionando somente até sexta-feira) e se atualmente o consumo do etanol (álcool) só é vantajoso em dois Estados do país, não vejo o menor sentido em se exaltar essa onda Flex. Se vais comprar um Fusion, conselho de amigo: opte pelo V6, muito mais disposto, com consumo quase igual ao do 4 cilindros e com depreciação de preço (proporcionalmente) idêntica. Agora, se o seu caso é economia de combustível, opte pela versão híbrida, um pouco mais cara, mas muito menos poluente e econômica. Flex? Tô fora.