Está longe o tempo em que apenas carros de brinquedo eram feitos de plástico. Hoje, montadoras do mundo inteiro substituem cada vez mais o aço e o alumínio por resinas termoplásticas em seus veículos. Com isto, as ruas ganham carros mais leves, que demandam menor consumo de combustíveis e, assim, reduzem a emissão de poluentes. Além disto, a utilização do plástico em automóveis representa uma grande melhoria nas condições de segurança, diminuindo os riscos em caso de acidente. Flexível, o plástico absorve melhor o impacto em caso de colisão e diminui o risco de explosões.
O histórico da aplicação de plástico no setor automotivo começou na Europa, Estados Unidos e Japão nos anos ´80. Já no Brasil, o processo de transformação teve início nos anos ´90, com a produção de para-choques de polipropileno. Estima-se que, no País, o percentual de plástico nos carros deverá subir de atuais 15% para 30% até 2030. Na Europa e Estados Unidos, praticamente 100% dos tanques, por exemplo, já são de polietileno.
Atualmente, a indústria automobilística tem como diretrizes a fabricação de veículos menores por conta do fluxo nas grandes cidades. A eficiência no consumo de combustível (que pode ser alcançada com o peso menor do automóvel) e a ampliação de alternativas energéticas para o abastecimento são outros fatores ligados ao tema. Em todas estas linhas, as resinas termoplásticas apresentam soluções eficientes. Aplicados inicialmente apenas no exterior dos carros, os plásticos têm sido cada vez mais utilizados em partes tradicionalmente constituídas de aço. Desta forma, cerca de 350 kg do metal nos carros já foram substituídos por 44 kg de plástico. Isto só é possível graças ao desenvolvimento de resinas customizadas, de acordo com as demandas dos clientes deste setor. Outro grande diferencial está no fato de o plástico proporcionar um design que não seria possível ser realizado em peças metálicas. A redução dos tamanhos dos veículos para melhor adaptação ao trânsito das grandes cidades fez com que cada vez mais componentes precisassem ser otimizados. Com a utilização do plástico, é possível contar com peças em diversos formatos, com alta resistência e durabilidade. Para o consumidor final, os resultados são percebidos em termos de performance , duração e aparência. A integração entre as peças plásticas também resulta na eliminação de acessórios de fixação de metal e diminui os custos de ferramentaria e montagem. Todas as vantagens podem ser aplicadas também aos novos conceitos de design, uma vez que o material permite liberdade de criação sem perda de qualidade, ou seja, o plástico é peça importante para trazer às ruas carros mais bonitos, seguros e sustentáveis. (Fotos: divulgação)
*Walmir Soller é diretor de Polipropileno da Braskem (Sobre a empresa: A Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas. Com 36 plantas industriais distribuídas pelo Brasil, Estados Unidos e Alemanha, a empresa produz anualmente mais de 16 milhões de toneladas de resinas termoplásticas e outros produtos petroquímicos. Maior produtora de biopolímeros do mundo, a Braskem tem capacidade para fabricar anualmente 200 mil toneladas de polietileno derivado de etanol de cana-de-açúcar).







