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Rejuvenescido na 2ª geração, Audi Q7 brilha outra vez

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Você, assíduo leitor do nosso site, já sabe que a Audi terminou o ano de 2015 na liderança brasileira do mercado dito “premium”. A marca alemã (subsidiária da Volkswagen) tem aproveitado o bom momento que passa para abocanhar preciosos nacos extras do segmento. A empresa divulgou, recentemente, que a sua nova filosofia de trabalho baseia-se em três sustentáculos: presença (algo que você pode entender como design marcante); precisão (acabamento refinado nos detalhes) e performance (como o nome já traduz, a capacidade que o pedal do acelerador tem de impressionar). Sua mais recente estrela que espelha essa síntese, é o modelo Q7.

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A máquina concorre com a turma do andar de cima. Expoentes alemães como os Mercedes-Benz da família “G”, os “X-5 e 6” da BMW ou os ingleses da Range Rover, são páreos desse utilitário esportivo. Existem defeitos no Audi Q7? Sinceramente, não encontrei. Talvez o salgado preço (entre  R$ 399.900 e R$ 490.000) seja o único. Além disso, apontar falhas no projeto seria o mesmo que incorrer num petulante erro de dizer que a atriz Malu Mader, por exemplo, não é perfeitamente linda. Enfim…, abaixo, o imponente Audi Q7 destrinchado.

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Desenho >> Em primeiro lugar, o novo Q7 teve o design refeito. Agora o SUV adota a nova linguagem da ´família Q´ da Audi com traços mais limpos, aerodinâmica minuciosamente melhorada e traseira bem mais sóbria. A Audi mantém para esse carro um catálogo de sete opções de cores, sendo três delas, inéditas. Durante o test-drive para alguns jornalistas lá em São Paulo, havia Q7 pintado em preto, prata, branco, cinza e marrom. Essa última tonalidade, sem dúvida, é a mais charmosa da paleta, porque foge da cansativa ´ditadura do preto e prata´, tão comum hoje em dia.

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Por dentro >> O interior também foi modificado e pode ser escolhido em quatro opções de cores nos bancos de couro: preto, bege, cinza ou marrom. A Audi agora oferece para o Q7 o mesmo tipo de painel que começou a utilizar no compacto TT. O chamado “virtual cockpit” nada mais é que um painel de instrumentos totalmente digital e configurável ao gosto do freguês. Há possibilidade de se visualizar mostradores do tipo ´agulha´ com ponteiros digitais (mas que lembram os analógicos) ou outra configuração que traga, por exemplo, o mapa do GPS com tonalidade em verde.

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Muito conforto >> Ele parece flutuar. O isolamento acústico e a aerodinâmica são tão eficientes, que você praticamente não escuta o barulho dos pneus tocando no asfalto. E se o carro estiver equipado com suspensão a ar (opcional), o conforto é ainda maior. Para completar a comodidade a bordo, os bancos são rebatíveis eletricamente, assim como o teto solar.

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Os mimos mais interessantes são esses: sistema de som Bose (com 19 alto-falantes e 558 watts de potência), conexão e espelhamento de conteúdo para os sistemas celulares iOS e Android (Apple e Google), Head Up Display (projeção de informações no parabrisa) e Keyless/Hands Free (chave presencial que não precisa ser introduzida na fenda da ignição). Mais uma: a tampa do porta-malas pode ser aberta e fechada sem as mãos. Um mecanismo embaixo do parachoque traseiro responde ao estímulo do movimento dos pés. É completíssimo.

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Impressões gerais >> Custa caro, mas te trará uma satisfação gigantesca ao volante. Montado na plataforma MLB/Evo (a mesma do VW Touareg e do Porsche Cayenne), o Audi Q7 agora tem carroceria praticamente toda construída em alumínio. Ele está 325 kg mais leve em relação à geração anterior. O antigo motor V8 deu lugar a um novo V6 equipado com compressor mecânico que gera 333 hp de potência e 44 kgf.m de torque. Para quem tem pressa em chegar, de acordo com os dados divulgados pela Audi, ele acelera de 0-100 km/h em apenas 6,1 segundos.

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Além da mudança do propulsor, todo o resto foi renovado, inclusive as suspensões e a caixa de direção, que passa a ser elétrica. Com seis níveis de condução adaptáveis por botão (fora de estrada; eficiente; conforto; automático; esporte e individual), o Q7 pode oferecer diversas sensações ao volante. Trocas de marchas, fôlego do motor e ajustes de suspensão podem ser afinados de acordo com a frequência da alma do condutor.

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Enfim… >> Apesar do porte grande, o Q7 é muito ágil e exala a esportividade característica dessa marca alemã. Mantém a tradição “2 em 1” da Audi, ou seja, é dócil em baixas rotações, mas empina o nariz com vigor e encara subidas com total facilidade quando instigado. Entre a lista de opcionais há um item interessantíssimo, que é o eixo traseiro dinâmico. As rodas de trás também se movimentam numa proporção menor que as do eixo frontal. Duas são as vantagens: ausência de movimentação da carroceria em mudanças de faixas e facilidade de manobras em vagas de estacionamento. Funciona de verdade. Fiquei com a impressão final de que o Q7 foi um dos dez melhores carros – entre as centenas que já testei – nos últimos 15 anos. Pode apostar. (Fotos: divulgação)

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