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Test drive: picape Fiat Toro, que brigará com o Duster Oroch, suporta 1 tonelada

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Partindo quase do zero (pois ela divide alguns componentes com o Jeep Renegade) com um projeto inédito em muitos conceitos, a FCA (Fiat Chrysler Automobiles) lançou oficialmente nos dias 15 e 16 de fevereiro a sua nova picape Toro, modelo que surge como o maior oponente do Renault Duster Oroch. Como parâmetro de dimensão física, o novo veículo tem um tamanho intermediário entre as picapes Fiat Strada e Chevrolet S-10, por exemplo. Esse meio termo descoberto a pouco tempo, parece estar agradando à clientela que procura um carro com essa nova concepção de uso, misturando o tamanho de um utilitário esportivo com a capacidade de carga de uma picape e algum padrão de conforto de carros de passeio.

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O novo segmento chama-se “SUP”, do inglês, Sport Utility Vehicle (picape utilitário esportivo) e parece já ter caído nas graças do mercado, pois a Oroch está vendendo bem e a Toro, mesmo antes de chegar às concessionárias, já possui lista de espera, segundo a Fiat.

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Motorizações >> A nova picape – na sua versão de entrada Freedom – vem com motor de 4 cilindros em linha, flex, 16 válvulas, tração dianteira (4X2), 4 portas e câmbio automático de 6 marchas. Esse motor E.torQ Evo foi aperfeiçoado com uma nova tecnologia que permite a variação do fluxo de ar dentro do coletor de admissão.

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Junto com o novo comando de válvulas variável, esse propulsor obteve ganho de torque, além de um melhoramento no consumo de combustível. A unidade tem potência máxima de 139 hp e torque de 19,3 kgf.m aos 3.750 rpm. Acoplado a este motor bicombustível, o fabricante oferece apenas a caixa de câmbio automática de 6 velocidades.

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Herança do Renegade >> Além da suspensão dianteira, que é idêntica a do Renegade – só que com uma afinação específica para esse carro –, na versão a diesel, ele recebeu o mesmo motor 2.0 turbo usado nesse Jeep. Esse propulsor (também de 4 cilindros em linha) tem 16 válvulas, potência máxima de 170 cv e torque de 35,7 kgf.m a apenas 1.750 rpm. As versões a diesel podem vir com câmbio manual ou automático de seis marchas, ou ainda, na configuração ´top´ Volcano, com a transmissão automática de 9 velocidades, também idêntica a do Renegade.

Em vermelho você confere a Toro Volcano 2.0 turbodiesel, topo da linha e aqui, na cor prata, a Freedom 1.8
Em vermelho e nas fotos do interior, você confere a Toro Volcano 2.0 turbodiesel, topo da linha e aqui, na cor prata, duas imagens da Toro Freedom 1.8 flex

Visão geral >> O modelo é muito bem configurado em todos os aspectos. A carroceria monobloco é forjada com aços de diferentes espessuras e formatos que, segundo a Fiat, oferecem resistência “acima da média” no habitáculo dos passageiros. A chamada “zona de sacrifício” (parte frontal que comporta o motor) foi concebida para deformar minimamente, ampliando a segurança do cockpit, assim como teto e as laterais. Há dois detalhes bem inéditos: na configuração mais cara (Volcano), ela vem equipada com o “Remote Start”, mecanismo que permite (por botão na chave) ligar o carro e acionar o ar-condicionado à distância.

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Outra ideia interessantíssima é o desenho e mecanismo de abertura da tampa do porta-malas. Ela é fixa com dobradiças laterais e pode ser aberta em dois estágios de 50%. Há, também, um ampliador da caçamba que faz a capacidade subir de 820 para 1225 litros. O aspecto mecânico que mais me impressionou na nova picape Toro foi a suspensão traseira independente Multi-link com três braços de cada lado. Capaz de suportar 1 tonelada de carga, ela possui mecanismo que, além de movimentar o eixo traseiro para baixo e para cima, também o faz para frente e pra trás, ou seja, esse foi o primeiro carro que testei na vida que tem medida de entreeixos variável. Uma coisa simples e que, na prática, preserva a estrutura da suspensão e o nível de conforto. As molas traseiras também têm solução simples e eficaz, com curvas de tamanho diferentes que trabalham, inteligentemente, em nome do conforto com o carro vazio ou carregado.

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Considerações finais >> Não espere na picape Toro o padrão de requinte de um Fiat Freemont, por exemplo. É bom que se entenda: esse carro foi projetado para pegar no pesado e rodará com muito mais conforto se tiver alguns bons quilos na caçamba.

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Mas o pacote agrada: o interior é bem acabado, o painel de instrumentos é configurável (inclusive com horímetro), os bancos são bem ergonômicos e o conjunto tecnológico é respeitável, com controle de tração e estabilidade, tração 4X4 acionada por botão, distribuição automática de torque durante o acionamento da caixa reduzida, até 7 airbags como opcional (duas bolsas de série), central multimídia Uconnect Touch NAV 5”, faróis e lanternas com LEDs, teto solar, uma enorme linha de acessórios que podem ser instalados na própria fábrica, direção elétrica e revisões programadas. A Fiat demorou um pouquinho em relação ao lançamento da Oroch, mas criou produto muito moderno e, indiscutivelmente, mais elegante em design. A briga será das boas.

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Confira a seguir os preços sugeridos pelo fabricante (base São Paulo, sem frete). Toro Freedom 1.8 Flex; 4X2, c/ câmbio automático de 6 marchas (R$ 76.500); Open Edition 1.8 Flex; 4X2, aut; 6 marchas e generoso pacote de opcionais (R$ 84.400); Freedom 2.0 turbodiesel, 4X2; câmbio manual de 6 marchas (R$ 93.900); Freedom 2.0 turbodiesel, 4X4; câmbio automático de 6 marchas (R$ 101.900); Volcano 2.0 turbodiesel, 4X4; câmbio automático de 9 marchas (R$ 116.500) (Fotos: divulgação)

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