Há quase três anos que a norte-americana Ford começou a ampliar o uso de alumínio na produção dos seus veículos. A utilização desse material reciclado tem diversas vantagens, dentre as quais, duas mais relevantes: o custo mais em conta e a questão ambientalmente positiva na construção de carrocerias.
Dentro desse contexto, a Ford divulgou esta semana um número animador: ela vem reciclando – mensalmente – uma média de 9 mil toneladas de sucata de alumínio na unidade de estamparia em Dearborn (EUA), local aonde produz as peças para a nova picape F-150. Para se ter uma dimensão dessa operação, a quantidade de material reciclado à cada 30 dias de produção é suficiente para produzir quase 30 mil carrocerias da citada picape!
A opção da Ford pelo uso de alumínio de alta resistência em vez de aço na fabricação de novos veículos é, na visão dessa empresa, a melhor forma de reduzir o consumo de energia e as emissões de carbono. A opinião é compartilhada pelo Oak Ridge National Lab, mais importante laboratório de ciência e energia dos Estados Unidos.
O alumínio reciclado evita 95% das emissões de gases de ´efeito estufa´ associadas à produção de alumínio primário. O processo reduz o consumo de energia e água, outra razão pela qual a Ford F-150 conquistou o título de picape “Mais Verde” do mercado norte-americano – considerando as emissões de carbono durante todo o ciclo de vida – pelo instituto especializado Automotive Science Group.
A Ford F-150 é a única picape no mundo a ter carroceria em liga de alumínio de nível militar, aliada a um chassi de aço de alta resistência, que torna o veículo 300 kg mais leve em relação aos modelos convencionais. Essa redução de peso permite uma capacidade adicional de 240 kg de carga e também dá à linha os melhores índices de economia de combustível da categoria. (Fotos: divulgação)










