Houve um tempo em que o câmbio automático era um opcional reservado apenas para veículos grandes e de alto luxo, mas isso já é poeira do passado. Desde os anos ´1980 que essa realidade começou, lentamente, a mudar. O Chevrolet Chevette, por exemplo, saiu com uma versão automática de três marchas aqui no Brasil. Lá na Europa até o Fusquinha ganhou esse equipamento.
Por aqui, tudo poderia ter tomado outra direção, mas a própria indústria nacional se encarregou de atrasar essa tendência fortíssima em todo o mundo. Quem possui o primeiro carro automático, dificilmente volta a usar um modelo com transmissão manual.
Até nos pequenos >> Aqui no Brasil praticamente todas as marcas já oferecem algum modelo compacto das suas linhas que sejam ofertados com o câmbio automático na sua versão mais tradicional e que, portanto, dispensa o pedal de embreagem.
A Volkswagen tem o Up! e o Fox com câmbio automatizado iMotion, a GM oferece compactos automáticos, a Ford tem o New Fiesta assim configurado, Citroën, Peugeot, Honda, idem, dentre outras. Acompanhando essa onda inevitável, a Nissan do Brasil passa a ofertar as linhas dos compactos March e Versa com transmissão continuamente variável, a dita “CVT”, rebatizada por esta marca nipônica de ´XTronic CVT´.
Como funciona? >> Diferentemente dos câmbios automáticos tradicionais, aonde as trocas das marchas são perceptíveis, a caixa CVT da Nissan tem relações quase inúmeras de mudanças, funcionando sem trocas e apenas com a oscilação da velocidade ou redução da mesma. Usa o mesmo princípio das motonetas dos anos ´1970 com polias variáveis que “abrem ou fecham” relações de velocidade à medida que o acelerador é pressionado ou aliviado. A transmissão XTronic CVT não possui engrenagens, e sim duas polias que variam de tamanho de acordo com a velocidade requisitada na condução.
Por dentro do sistema >> Essa transmissão CVT é constituída de duas polias de diâmetro variável, ligadas por uma correia metálica, sendo que a Primária (polia condutora) recebe todo o torque do motor e a Secundária (polia conduzida) é a responsável para transmitir a força do propulsor ao diferencial do veículo. Cada polia tem dois cones que se afastam ou se aproximam, diminuindo ou aumentando a largura do canal onde passa a correia, elevando ou reduzindo a velocidade do carro de acordo com as demandas do pedal do acelerador.
A coisa simplifica-se desse jeito e a Nissan usa como argumento de vendas o fato desse tipo de mecanismo não oferecer tranco algum nas trocas de marchas. Na visão dessa marca japonesa, a caixa CVT é mais agradável que as automáticas convencionais. Outro detalhe enfatizado pelo fabricante é que esse tipo de transmissão CVT geralmente só é utilizado em veículos de maior porte e luxo, constituindo-se agora num trunfo para modelos compactos como o March e Versa.
Apenas para motores 1.6 >> A Nissan somente disponibilizará o câmbio XTronic CVT para o March e Versa nas versões com motorização 1.6 de 4 cilindros. O novo pacote também ganhou mais um adendo mecânico: a bomba de óleo foi otimizada, tendo a sua válvula de controle de entrada do óleo abolida e consequente a geometria da área de sucção, modificada. Ambos os modelos equipados com o câmbio CVT obtiveram nota “A” no Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro.
Os resultados de consumo foram os seguintes: abastecido com álcool, o March 1.6 16V obteve no programa 7,8 km/litro na cidade e 9,8 km/l na estrada e 12 km/l na cidade e 15 km/l na estrada quando equipado com gasolina. Já o Versa 1.6 16V fez 7,8 km/l (cidade) e 10 km/l (estrada) no álcool e 12 km/l (cidade) e 14 km/l (estrada) com gasolina.
Frigir dos ovos… >> Ambos os modelos vêm com motorização 1.6 de 4 cilindros em linha com 111 hp de potência máxima e torque de 15,1 kgf.m. A Nissan atesta que o valor da manutenção do March e Versa CVT é idêntico ao dos modelos similares equipados com câmbio manual. A marca confirma o preço de R$ 2.344 para a realização de todas as revisões até os 60 mil quilômetros, em intervalos de 10 mil quilômetros.
Os modelos contam com garantia de 3 anos sem limite de quilometragem e serviço de assistência 24h Nissan Way Assistance, sem custos por dois anos, que atende 24 horas casos de pane, colisão, furto ou pneu furado e também oferece conserto no local ou reboque. (Fotos: divulgação)
















