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Classe C: o primeiro patamar do luxo Mercedes-Benz

Muito provavelmente, dez entre dez pessoas que gostam de automóveis, sonham colocar um Mercedes-Benz na garagem algum dia. Não adianta questionar: esta foi a marca inventora do carro e, quer se aceite ou não, tudo o que existe é uma ramificação daquilo que os amigos Karl Benz, Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach fizeram. Mesmo que haja hoje em dia automóveis com tanta tecnologia, segurança e conforto, fica difícil imaginar algum que suplante a MB em classe e prestígio.

Cardápio

Será que existe Mercedes “de entrada?” Visando o público que gosta da marca, mas não pode pagar tão alto pelos modelos “top de linha”, há a “Classe C”, primeiro patamar do catálogo. Sub-dividido em três categorias, apresenta-se assim: C180 CGi Classic (156 cv; 223 km/h e zero a 100 em 8,9 segundos); C200 CGi Avantgarde (184 cv; 235 km/h e zero a 100 em 7,8 segundos) e C250 CGi Sport (204 cv; 240 km/h e zero a 100 em 7,2 segundos). Como se pode ver, segundo esses dados do fabricante, a diferença entre potência e desempenho não é grande, mas, por causa das distinções dos pacotes de acabamento, os valores se distanciam um pouco.

Por R$ 119.900 você pode ter um C180 zero quilômetro à sua disposição. Ainda sem preço oficial para o Brasil, as outras duas versões deverão chegar por (aproximadamente) R$155.000 (C200) e R$193.000 (C250). Para quem gosta de (muito mais) emoção, há a apimentada C 63 AMG, que custa 200 mil dólares, mas oferece configuração absolutamente esportiva por fora e por dentro, a começar pelo desenho dos bancos e volante, além de motor, nesse caso, um V8 com mais de 400 cavalos.

Novidade

A Classe C 2012 recebeu cerca de dois mil novos componentes. Além da renovação do design da carroceria, o sistema óptico (agora totalmente em Led´s) também é de novíssima geração, obviamente mais eficaz que o anterior e muito sofisticado tecnologicamente.

No geral, o carro está mais esportivo do que a geração anterior, bem mais

conservadora. Há quem diga que essa metamorfose teve muito a ver com um embate com a BMW que há tempos vem apimentando esse lado esporte do seu ´Série 3´, modelo que rivaliza diretamente com a ´Classe C´. Seguindo uma tendência mundial, a Mercedes afinou a equação mecânica desse novo projeto. Além de mais potentes, os motores estão mais econômicos e menos poluentes, graças, é claro, ao avanço da tecnologia, que hoje em dia está conseguindo verdadeiros milagres em propulsores com “ciclo Otto”.

Plástica

A frente dos novos “Classe C” recebeu navalhadas fundamentais para as mudanças estéticas. O visual foi renovado e os novos traços conseguiram manter a imponência características dos Mercedes demarcando muito bem as linhas mais radicais das superfícies lisas. Os pára-choques estão mais marcantes, a entrada de ar central é mais impactante e o volume e desenho da grade e radiador conseguem dar mais ênfase à estrela central de três pontas, símbolo de status automotivo mais famoso que existe.

Com perfil baixo na lateral, o aspecto dinâmico da carroceria sugere esportividade ao carro. As rodas (de liga leve) são de 17 polegadas e ganharam um novo design. As molduras das janelas são cromadas (na linha Avantgarde) e os puxadores das portas são pintados nas cores da carroceria. Na traseira, um pequeno spoiler ajuda ao pára-choque no trabalho aerodinâmico.

Tecnologia e mudanças

Todos os carros têm evoluído e, evidentemente, os Mercedes também. A nova Classe C recebeu alguns atributos de conforto e segurança. Na C 250 CGI Sport, por exemplo, os módulos de iluminação, em conjunto com o “Intelligent Light System” com LED para condução diurna, garantem alto padrão de luminosidade. Os retrovisores externos também possuem luzes para conversão (em Led) aumentando a segurança. O interior do veículo também foi redesenhado: painel de instrumentos (com visor central) e materiais utilizados são novos.

Para quem deseja mais esportividade, há o “pacote AMG” com bancos dianteiros, pedais e volante esportivos; rodas com design AMG; suspensão rebaixada e tubo de escapamento em inox.

Veredicto

A melhor receita de Mercedes-Benz de passeio já feita até hoje está na “Classe E”, atingindo seu pico de maturidade na versão “E 63 AMG”. Isto é opinião minha. Acho que a linha “E” tem acerto, tamanho e desempenho perfeitos. O resto (para baixo ou para cima) é exagero estilístico ou apelo comercial.

A Mercedes Classe C é um ótimo carro, mas limitado em desempenho e tamanho. Bem acabado, refinado, silencioso e robusto, é uma opção interessante nesta faixa de preços, mas…, pagando-se menos, há opções de 6 cilindros no mercado mais em conta, obviamente, não tão charmosas e exclusivas. Cito dois exemplos: o Ford Fusion V6 e o Hyundai Azera (também V6) não ficam atrás em nada: conforto, segurança e, muito menos, desempenho. A questão é somente a massagem no ego. “Eu tenho um Mercedes…” Isso, para muita gente, amplia níveis de testosterona, carimba uma vida de trabalho ou completa uma lacuna de carência afetiva capitalista. Questão (apenas) de gosto e visão de mundo. I FA

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