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O som e a fúria do Audi RS3

Grade frontal forma o atual “bocão”, marca registrada do design contemporâneo Audi
Grade frontal forma o atual “bocão”, marca registrada do design contemporâneo Audi

Se você gosta de carros compactos super esportivos e está a fim de gastar R$ 300 mil num brinquedinho bem exclusivo…, o Audi RS3 Sportback pode ser uma opção das mais interessantes. Importado para o Brasil em seleto lote de apenas 20 unidades, esse modelo de charme da marca alemã é uma das melhores representações da essência Audi. Impulsionado por um elástico motor de 5 cilindros turbinado, pelo comportamento excessivamente radical, o RS3 é um perigoso (e delicioso) automóvel.

Esporte fino

Com estilo realmente diferenciado, o Audi RS3 Sportback exala virilidade em todos os detalhes: bancos em concha, volante com base achatada, apliques em fibra de carbono, suspensão endurecida, rodas largas, cor chamativa, discos de freio perfurados e pedais metálicos são alguns dos códigos clássicos de esportividade que estão presentes nesse projeto alemão. Como em toda família Audi, o membro “RS” indica o espécime mais bem apurado da linhagem. Esse RS 3 Sportback vem com um vigoroso propulsor de 5 cilindros, 2.5 Turbo. A impressionante unidade doa 340 cv de potência e um agradabilíssimo torque de 45 kgf.m. No ano passado ele foi eleito na Europa como o “Motor do Ano”.

Ancorado ao conjunto vem a fantástica caixa de câmbio “S Tronic”. Essa transmissão de 7 marchas possui acionamento automático com dupla embreagem. Uma dança perfeitamente coordenada sincroniza o intercâmbio das marchas pares e ímpares: quando uma está engatada, a outra fica na espera da vez para entrar em atuação com trocas feitas em centésimos de segundo. Tudo bem. Se você é um apaixonado por carros com câmbio manual, creio que mudaria de conceito ao guiar um RS3, pois tudo ocorre da maneira mais rápida e esportiva possível. O câmbio pode ser operado em dois modos automáticos e um manual, por meio de “Shift Paddles” (borboletas) no volante ou ainda pela alavanca seletora.

Recursos estéticos

O modelo vem com jantes de alumínio de 19 polegadas e pneus 235 e 225/35. O acabamento é em titânio e, para quem quiser mais radicalismo ainda no design, há a opção de pintura preta com detalhes em vermelho nas rodas.

Para domar os 340 cv, esse Audi vem equipado com a famosa tração permanente “Quattro”, como o nome já diz, nas 4 rodas. Seus parachoques são de fibra de carbono com plástico reforçado, o que a Audi designa como CFRP (Carbon Fiber Reinforced Plastic).

Força, fúria e som!

A máquina em questão pesa 1.575 kg. Divida isso pelos 340 cv e terás uma relação peso-potência abaixo de 4,7 quilos por cavalo! O que é uma receita e tanto para quem quer força e agilidade de sobra. Dados técnicos indicam que a aceleração de 0 a 100 km/h é de apenas 4,6 segundos, já a velocidade máxima é eletronicamente limitada aos 250 km/h. A Audi divulga que, mesmo com toda essa disposição, o RS3 consome apenas 1 litro de gasolina a cada 11 quilômetros percorridos, exibindo uma aceitável carga de emissões de 212 g de CO2 por quilômetro. O fabricante responsabiliza essa eficiência em parte ao funcionamento eficaz da bomba de óleo (que atua sob demanda) e ao sistema regenerativo de recuperação de energia absorvida quando o carro desacelera, um “Kers”.

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Veredicto

Dificílimo indicar deficiências numa máquina como essas. Obviamente, R$ 300 mil é bastante dinheiro para se empregar num veículo e, por esse mesmo valor, encontra-se outros carros bastante interessantes, como a nova série 3 da BMW ou até um Mercedes C63 AMG. Esse Audi congrega o auxílio do turbocompressor com um sistema de injeção direta de gasolina. O motor desloca 2.480 cm³ de volume e o seu torque (45 kgf.m) já está disponível no pé direito desde os 1.600 rpm, mantendo-se constante até 5.300 giros. O resultado disso são 340 cavalos de força atuando de maneira ininterrupta, com excepcional elasticidade, respostas incrivelmente rápidas e com um som de fazer você desligar a música, abaixar o vidro e dar espaço ao melhor que a sua audição conseguir alcançar. O ronco do motor é provocativamente sedutor.

Se vale ou não vale, aí a questão é bem outra. O que importa nesse caso é o contexto geral de um veículo esportivo compacto, com bastante diversão em curvas, retas e acelerações, extremamente bem equipado com tecnologia e segurança de sobra. I FA