O símbolo “AMG” carimbado nos carros da Mercedes-Benz representa bem mais que apenas três letrinhas: para esses veículos alemães é a representação máxima da esportividade. AMG é o braço da Mercedes que transforma os ótimos veículos em automóveis, de fato, ainda mais impressionantes.
Uma das novas jóias criadas pela MB, e que acabou de chegar ao Brasil pelo preço (sugerido) de US$ 337.800 é o aguerrido ´ C 63 Coupé Black Series´, um carro com design diferenciado e com tecnologia oriunda do ambiente de competições. A máquina é fiel ao lema da AMG: “Driving Performance”.
Força descomunal >> Equipado com um propulsor de 8 cilindros em “V”, este Classe C exibe testosterona em excesso: são 517 cv de potência e um torque máximo de (brutais) 62 kgf.m! E os números exagerados continuam: a máquina de 6.300 cilindradas (6.3 litros) vai de 0 a 100 km/h em apenas 4,2 segundos e atinge máxima de 300 km/h, coerentemente limitados eletronicamente.
Baixo, largo e estável >> O modelo é montado com o que há de mais avançado em termos de suspensão esportiva. O sistema é completamente ajustável e permite ao condutor escolher diversos tipos e níveis de acertos. A frente do carro tem formato de flecha, ostentando a estrela da Mercedes-Benz no centro da grade. Duas enormes entradas frontais direcionam o fluxo de ar aos módulos de resfriamento e outras duas aberturas no capô fazem o serviço de expulsão do calor do motor. Nas laterais há minissaias e os pára-lamas são alargados na frente e atrás, complementando o desenho musculoso desse cupê de quatro lugares.
As rodas AMG são forjadas em liga leve e possuem as seguintes medidas: 255/35 R 19 na frente e 285/30 R 19 atrás. A parte traseira finaliza as linhas agressivas desse Mercedes: um difusor preto se funde com 4 saídas de escapamento, espécie de trombetas angelicais que ecoam o segundo som mais bonito que um homem pode escutar nessa vida. (O primeiro é de divulgação proibida nesse familiar periódico automotivo).
Minúcias da engenharia >> A AMG aperfeiçoou o propulsor de 6,3 litros de deslocamento, fazendo-o atingir um pico racional de 517 hp de força. O torque (aproximado) de 62 kgf.m é gerado por um V8 aspirado que funciona com a perfeição de um relógio suíço. Internamente a fábrica o chama de “M156”. Seus pistões são forjados e as bielas e o virabrequim são ultraleves. A abundância de força desloca a carroceria com uma agilidade de dar inveja a qualquer esportivo numa pista de corridas. Em todas as faixas de rotação, o C 63 Coupé Black Series exibe suas qualidades com uma virilidade realmente invejável. O som do motor é emocionante, assim como todos os detalhes internos e externos de acabamento ou de concepção construtiva mecânica. Este Mercedes é, provavelmente, o pináculo dinâmico, funcional e emotivo que alguém pode experimentar ao guiar um automóvel.
Impressões finais… >> Por dentro, a máquina é preparada para ´vestir´ os passageiros. Os quatro bancos são individuais e os dois dianteiros são em formato de concha. A forração é em microfibra sintética, tecido caracterizado pela alta resistência. Muitos detalhes são em alumínio, como as “borboletas” de mudanças de marchas. Os cintos de segurança são vermelhos e o volante é achatado na base. No mais, coisas familiares: cinco airbags e freios ABS com ESP de triplo estágio. O câmbio é automático de 7 velocidades e as trocas ocorrem em apenas 100 milésimos de segundo!
Esse brinquedo custa aqui no Brasil cerca de US$ 338.000. Faça aí as contas para encontrar o cardápio em Reais. É caro, obviamente, mas, apesar de brutal em suas características técnicas, com tudo de sobra (potência, eficácia de freios, conforto, esportividade…) ele é funcional para o dia a dia, pois, quando não cutucado, consegue rodar mais ou menos manso em baixas cilindradas. Requisitado a trabalhos forçados, dará mais prazer do que o máximo que você já imaginou ter em sua melhor noite de sonhos! É um pequeno avião sobre rodas dotado de muitos recursos de engenharia, pronto para chegar ao limite com níveis de segurança bem amplos e protetores ao mais arisco dos motoristas-metidos-a-piloto. É uma jóia, não um veículo, uma espécie de “Ovo Fabergé” que se move. Não dá para citar aqui, por exemplo, se a relação custo-benefício é boa ou ruim, muito menos divulgar se ele bebe muita ou pouca gasolina…, afinal de contas, como diria um pensador astuto, latifundiário urbano amigo meu: “mais vale um tesão do que um caminhão de melão…” IFA











