Em ordem alfabética, esses são os países considerados integrantes da Europa Ocidental: Andorra, Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Islândia, Itália, Liechtenstein, Luxemburgo, Malta, Mônaco, Noruega, Portugal, Reino Unido, San Marino, Suécia e Suíça. Essa região tem se mostrado a mais aberta à chegada dos veículos eletrificados de várias marcas chinesas. E os números não mentem: no primeiro quadrimestre de 2025 houve um impressionante aumento de 87,31% nas vendas dos veículos chineses na Europa Ocidental, levando-se em consideração o mesmo período do ano passado.
Dentro do contexto, a Noruega (um dos países nórdicos mais ricos) é a maior responsável por esse crescimento, já que a frota de automóveis 100% elétricos daquele local já está beirando os 90% e as marcas totalmente chinesas são responsáveis por quase 9% do mercado interno, com ênfase para BYD, XPeng e MG, esta última de origem inglesa, mas agora integrante de um conglomerado chinês.
O Reino Unido e a Espanha, especialmente, são muito abertos aos produtos automotivos chineses, inclusive continuam gerando oportunidades de negócios, facilitando o investimento da China em seus mercados. Fábricas chinesas de veículos estão se estabelecendo com rapidez por ali. Como a aceitação dos modelos 100% elétricos não é tão intensa quanto na Noruega, por exemplo, os consumidores espanhóis, turcos e de todo o Reino Unido seguem comprando, preferencialmente, veículos híbridos, já que se sentem mais seguros em relação à autonomia oferecida por esse tipo de carro e também percebem nos híbridos uma maior liquidez quando na condição de veículos usados.
Por outro lado, nos mercados muito tradicionais que têm marcas locais consolidadas, como a Alemanha, Itália e França, existe um comportamento bem mais previsível e conservador do consumidor automotivo. Nesses três citados países a participação das marcas chinesas é bem mais contida, o que não significa dizer que o crescimento e a aceitação delas não existem, pelo contrário, há uma ascensão bem constante e uma procura por modelos eletrificados chineses, afinal de contas, a relação de custo por quilômetro rodado de um modelo 100% elétrico ou híbrido plug-in chega a ser entre 6 e 8 vezes menor que a de um modelo puramente a combustão. Apesar da existência de uma renda per capita acima da média entre os europeus ocidentais, as pessoas, sim, se preocupam com detalhes mínimos de economia doméstica cotidiana, como o reabastecimento de combustível num automóvel, por exemplo.
Outra perspectiva mostra um nicho que se mantém bem firme e ainda não tão abalado pela chegada das marcas chinesas: o dos veículos de alto luxo, incluindo os chamados ´hipercarros´ esportivos. As famosas alemãs (Porsche, Mercedes-Benz, BMW e Audi), assim como Ferrari, Lamborghini, Bentley, Rolls-Royce, dentre outras, por causa da consolidação histórica absoluta e da qualidade inegável dos seus produtos, estão conseguindo bons patamares de manutenção de vendas, sempre apoiados pelo charme e exclusividade que ainda existem na preferência do consumidor. Isso é uma realidade em mercados mais ricos e, portanto, menos sensíveis aos preços, mas… mesmo assim, já começam a chegar veículos chineses extremamente bem feitos, com respeitável cabedal tecnológico embarcado, alta potência e versatilidade de ´trens de força´. Destaque especial para um novo (e impressionante) padrão eletrônico focado na maciez das suspensões, capaz de colocar muitos medalhões em patamares construtivos bem inferiores.
A ofensiva automotiva chinesa não cessa de exibir em todos os mercados, sinais de crescimento de vendas, consolidação fabril e modernidade construtiva. Tudo isso a um preço que ninguém, até agora, conseguiu combater… (Fotomontagem: Agência FBA / Instagram: @acelerandoporai.com.br)





