buru-rodas

Por enquanto…, tudo fica mais ou menos como está. Mas a revolução virá!

No início, tudo era barulho, vibração e cheiro de fumaça. Os primeiros automóveis eram realmente assustadores. O mundo demorou a aceitar a substituição das carruagens impulsionadas por cavalos pelos motores a combustão. Mas, depois que as pessoas descobriram o prazer de guiar e a comodidade representada pelos automóveis, essas máquinas começaram a instigar paixões.

O design, o ronco, a exclusividade de uma determinada marca, o nível de conforto, a esportividade e a robustez mecânica nunca mais passaram despercebidos. E a evolução continuou. Estamos assistindo a uma nova era eletrificada que, dessa vez, não terá retrocesso devido às questões climáticas, portanto, ligadas diretamente aos níveis de emissões dos propulsores com combustíveis fósseis e vegetais.

Além disso, quase que silenciosamente, os carros autônomos começam a surgir com força nos mercados automotivos mais avançados do mundo: China, Estados Unidos, Japão e as partes mais prósperas da União Europeia (UE). É uma novíssima tendência que, certamente, se consolidará.

Empresas famosas como Waymo e Tesla e outras (ainda) não tão conhecidas como Aurora, Baidu, Cruise, Zoox, Nvidia, Motional, AutoX e Pony.ai, estão se empenhando com todas as forças, investindo montanhas de dólares e recrutando as melhores mentes que possam desenvolver as mais eficazes tecnologias nesse campo, já que as possibilidades da mobilidade autônoma são enormes.

O mercado ligado a esse tema será, provavelmente, o mais gigantesco e lucrativo de todos os tempos no universo dos automóveis. Imagine quantas “tribos” distintas poderão ser beneficiadas com isso! O público ‘PCD’ (pessoas com deficiência), idosos, os não-habilitados ou, simplesmente, indivíduos que detestem a ideia de possuir um carro. Toda essa turma já é considerada como clientela ‘em potencial’. Me causa surpresa ainda não ter visto, até agora, alguma sólida marca de bebidas alcoólicas a sugerir parceria com alguém do setor automotivo que esteja 100% focado na mobilidade autônoma, já que o filão de consumidores de bebidas a procurar veículos desse tipo também será bem amplo.

Algumas questões são bem fáceis de se entender: as grandes cidades estão cada vez mais caóticas; há pouquíssimas vagas de estacionamentos públicos e muita ira ao volante por aí…, portanto, existem, sim, novos comportamentos – principalmente entre os mais jovens – voltados a uma certa aversão ao uso cotidiano de um automóvel. Isso é um fato constatado, principalmente, em metrópoles modernas que disponibilizam transportes públicos de alta qualidade.

Bom lembrar de outros novos costumes, como o compartilhamento de veículos, a ‘assinatura’ (nova modalidade de aluguel) e o próprio aluguel tradicional, agora destrinchado em inéditas possibilidades, como o uso por horas.

Carros com câmbio manual, com interiores repletos de acabamento em plástico escurecido, com ‘trens de força’ somente a combustão e que entreguem recursos tecnológicos mínimos, já entraram em extinção e, muitas vezes, os próprios fabricantes não perceberam isso e continuam apostando em velhas fórmulas que não funcionam mais.

Ainda não é possível dizer, por exemplo, se os automóveis se tornarão objetos tão descartáveis quanto um aparelho de celular ou uma TV, mas é facílimo prever que as marcas que insistem em se manter aonde estão, confiando apenas na credibilidade e na fama do seu nome já firmado há décadas, afundarão como uma vaca gorda na lama profunda. Nunca valeu tanto para o segmento automotivo o velho ditado: “Adapte-se ou morra!” (Imagem: Microsoft Designer Creator IA / Instagram: @acelerandoporai.com.br)