A sopa de letrinhas é bem grande, mas, em nome da preservação da sua vida e de pessoas inocentes no trânsito, vale a pena se familiarizar com esse espetacular glossário automotivo que existe hoje em dia, referente à “segurança passiva e ativa” ao volante. E se você tiver boas condições financeiras, na hora de comprar o seu carro novo, escolha algum modelo que ofereça o máximo de agregados de segurança.
Como sempre acontece, a partir do momento em que um produto ou serviço passa a ser ofertado em larga escala, os preços tendem a diminuir. O Fiat Tipo, por exemplo, foi o primeiro veículo no Brasil a disponibilizar ´Airbag´ (bolsa de ar) para o motorista em 1996. O preço desse opcional era caríssimo na época! Logo depois, o Airbag para o passageiro do assento dianteiro do hatch Tipo também apareceu como item opcional, já um pouco mais barato que a oferta inicial.
Para se entender de uma vez por todas esse complexo emaranhado de tecnologias positivas, seguem, ponto a ponto, as definições e os equipamentos mais importantes e conhecidos:
Os sistemas ativos de segurança automotiva são as tecnologias que atuam antes de um acidente para evitar que ele ocorra. Estes esquemas eletrônicos utilizam sensores e câmaras para monitorizar o ambiente e o comportamento do veículo – muitas vezes por intermédio de monitoramento dos olhos do condutor – intervindo para manter o controle do automóvel, evitando saídas de faixas, derrapagens e alertando o condutor com sinais visuais, sonoros ou até mecânicos (pequenas frenagens intermitentes) sobre os perigos ao volante, prevenindo colisões e, consequentemente, aumentando a segurança.
EXEMPLOS DE SISTEMAS ATIVOS MAIS CONHECIDOS:
ABS (Sistema Anti-Bloqueio): evita o travamento das rodas durante frenagens bruscas, permitindo que o condutor mantenha o controle da direção e a aderência ao solo.
Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC): monitora a trajetória do veículo e atua no sistema de frenagem para evitar derrapagens e capotamentos em situações de curva ou manobras bruscas, mantendo a estabilidade.
Controle de Tração: evita que as rodas “patinem”, mantendo a aderência e a força motriz em superfícies escorregadias como o asfalto molhado, areia, lama e neve.
Apoio à visibilidade: equipamentos como para-brisas, retrovisores e faróis, que ajudam o condutor a ver e ser visto, o que é crucial para evitar acidentes.
Sensores de alerta de ´Ponto Cego´: detectam veículos em áreas que o condutor não consegue ver pelos retrovisores, alertando-o da presença de outros automóveis.
Assistente de Permanência em Faixa: ajuda a manter o veículo dentro da faixa de rodagem, emitindo alertas ou corrigindo a direção se o carro começar a desviar-se.
Câmeras de Ré: auxiliam nas manobras de marcha a ré, exibindo imagens do ambiente traseiro do veículo e evitando colisões com obstáculos. As câmeras evoluíram a ponto de mostrar, além da parte traseira, as laterais, a frente e até o teto do veículo.
Piloto Automático Inteligente ou Controlador Automático de Velocidade: ajusta automaticamente a velocidade do veículo para manter uma distância segura em relação ao carro da frente, adaptando-se ao fluxo do trânsito.
Sistemas de Frenagem de Emergência Automática (AEBS): utilizam radares para detectar riscos de colisão e acionam os freios automaticamente para mitigar ou evitar o impacto.
EXEMPLOS DE SISTEMAS PASSIVOS MAIS CONHECIDOS:
Ao contrário dos sistemas de segurança ativa, que tentam impedir o acidente, os sistemas passivos são reativos e só entram em ação após uma colisão ocorrer. Eles focam em reduzir o impacto e a gravidade dos ferimentos nos ocupantes, atuando como uma defesa final quando o acidente é inevitável.
Veja mais detalhes desses aparatos de segurança:
Airbags: bolsas infláveis que se expandem rapidamente em caso de colisão para criar uma almofada entre o ocupante e o interior do carro, absorvendo a energia do impacto.
Cintos de Segurança: dispositivos de retenção que prendem os ocupantes ao banco, mantendo-os seguros durante um acidente ou uma frenagem brusca, e que são ativados em resposta a um impacto.
Zonas de Deformação: partes da estrutura do veículo projetadas para deformarem-se de maneira controlada, absorvendo e dissipando a energia cinética gerada por um acidente.
Apoios de Cabeça: elementos que ajudam a suportar a cabeça dos ocupantes, prevenindo o “efeito chicotada” e lesões graves no pescoço durante um impacto traseiro.
Para-brisas Laminados: feitos de vidro laminado, não se estilhaçam em pedaços cortantes quando partem, o que é um perigo comum em acidentes.
Assentos especiais para crianças: dispositivos de retenção essenciais para garantir a segurança das crianças em caso de acidente. Também conhecidos como ´Cadeirinhas´.
O corte (ou desligamento) do sistema de alimentação de combustível também é um exemplo de segurança passiva.
Somado a todo esse conjunto tecnológico que maximiza a proteção dos ocupantes de um veículo, a prudência ao volante, assim como a simples obediência ao ´Código de Trânsito Brasileiro´, colaboram – sempre – para uma viagem mais tranquila e segura. (Imagem: Microsoft Designer Creator IA / Instagram: @aceleranoporai.com.br)





