Antes da 2ª Guerra Mundial (1939-1945) a Lincoln já fabricava carros de qualidade reconhecida. Houve um hiato por causa do conflito global, mas a produção voltou a funcionar até outra pausa em 1948. Somente em 1956 que ressurgiu o ´Continental´ como um modelo à parte (e exclusivo) da marca Ford e, em 1961, foi que o belo trabalho do designer Elwood Engel conseguiu unir apenas em um carro os dois nomes ´Lincoln e Continental´.

Desenho limpo >> Alguns especialistas em carrocerias creditam o Lincoln Continental como sendo o trabalho mais belo e importante da carreira de Elwood Engel. O carro com linhas extremamente limpas e retas, justamente pela sua simplicidade de formas, impressiona pelo imponente conjunto. Apesar de grande, o modelo é discreto, mas seu charme é, indiscutivelmente, respeitável. A obra prima de Engel rendeu-lhe vários prêmios de design nos anos ´60 e rivais como Cadillac e Buick chegaram a copiar o estilo desse interessante automóvel.

Características >> A nova geração do Lincoln Continental de 1961 tem um detalhe que o distingue dos outros carros da marca. Suas portas traseiras são fixadas com dobradiças presas na parte de trás do habitáculo, por isso, abrem-se ao contrário. São as chamadas “portas suicidas”, bem comuns antes da 2ª Guerra Mundial, mas raras em modelos após essa data. A Rolls-Royce, por exemplo, mantém esse estilo de portas em alguns de seus modelos da atualidade. Em 1964 o Lincoln Continental teve a distância entre os eixos ampliada para acomodar melhor os passageiros dos assentos traseiros e, com poucas alterações externas e internas, seguiu assim até 1970, ano do lançamento da nova geração.

Modelos >> Esse carro tamanho ´GG´ foi disponibilizado com carrocerias do tipo sedã e conversível, ambas com 4 portas. Em 1966 a marca lançou um cupê de duas portas para complementar a gama.

Propulsores >> Sua motorização, sempre com propulsores V8, variava de 4.300 cm³, passando por unidades de 7,5 e 7,6 litros. Esses motores levavam o Lincoln Continental à velocidade máxima de 178 km/h e disponibilizavam uma aceleração média de zero a 100 km/h em pouco mais de 12,3 segundos.

Curiosidades >> Foi a bordo de um Lincoln Continental Limusine, construído a partir de um modelo conversível, que o ex-presidente americano John Kennedy sofreu um atentado e morreu em 1963. O nome desse carro específico era “SS-100-X”. O mesmo veículo que levava o Presidente JFK no triste episódio em Dallas foi reformado, teve o teto, vidros e laterais blindados e continuou servindo à Casa Branca ainda por vários anos. Esse carro está exposto no ´Henry Ford Museum´, em Detroit. //

Em 1968 surgiu nas telas do cinema um Lincoln Continental Mark III, que serviu como carro de traficantes de drogas no filme “Operação França”. Essa máquina norte-americana ficou em linha entre 1961 e 1969.






