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VW lança a “Kombi Last Edition”: última série terá 600 unidades

Após 56 anos sendo fabricada no Brasil, a Kombi será descontinuada. O motivo você já sabe: o antigo projeto não comporta a introdução de AirBags, itens obrigatórios em qualquer carro fabricado por aqui a partir de 1º de janeiro do ano que vem. Freios ABS (com sistema antitravamento) também serão exigidos por lei. Apesar da sua enorme aceitação no mercado nacional, a amada veterana terá mesmo que sair de linha.

Aproveitando o momento, e fazendo uma merecida homenagem a um dos carros de maior sucesso no país, a Volkswagen do Brasil lança a série especial “Last Edition”. A produção será limitada a 600 unidades (numeradas e com placa de identificação) que serão comercializadas a um preço unitário sugerido de R$ 85 mil.

Decoração >> A edição traz itens bem exclusivos como a pintura do tipo “saia e blusa”, acabamento interno de luxo e elementos de design que remetem às diversas versões do veículo fabricadas no país desde 1957. A pintura da Kombi Last Edition é azul, com teto, colunas e para-choques brancos. Uma faixa decorativa, também branca, circunda todo o veículo logo abaixo da linha de cintura, e as rodas e calotas também são pintadas de branco. A grade dianteira é azul (mesma da carroceria), assim como as molduras das setas e aros dos faróis.

Retrô >> Os pneus com faixa branca dão um toque extra de requinte e nostalgia ao modelo. Os vidros são escurecidos e o vigia traseiro tem desembaçador elétrico. Já as sinaleiras dianteiras têm lentes de cristal branco e nas laterais destacam-se os adesivos que identificam a série especial “56 anos – Kombi Last Edition”.

Interior especial >> Por dentro, essa Kombi recebeu cuidados diferenciados, começando pelas cortinas em ´tear azul´ nas janelas laterais e no vigia traseiro. As abraçadeiras trazem o logotipo ‘Kombi’ bordado, um elemento de decoração típico das versões mais luxuosas das décadas de 1960 e 1970. Os bancos possuem forração especial de vinil: bordas em ´azul atlanta´ e faixas centrais de duas cores. As laterais e as costas dos assentos têm acabamento de vinil ´cinza lotus´. O revestimento interno das laterais, portas e porta-malas também é coberto em vinil ´azul atlanta´. Já o assoalho e porta-malas são recobertos por tapetes com detalhes em carpete, mesmo material que reveste o pneu de estepe.

Exclusividade >> No painel, um dos destaques é a plaqueta de alumínio escovado que identifica a série especial, com o número correspondente a uma das 600 unidades. Por exemplo: a primeira unidade levará a placa “001/600”. Além disso, o quadro de instrumentos tem desenho especial e o sistema de som (com MP3 e entrada p/USB) foi incrementado com LEDs vermelhos. No porta-luvas, o comprador encontrará o manual do proprietário com uma capa comemorativa. A Kombi Last Edition será acompanhada, também, por um certificado especial de autenticidade.

Propulsão >> O modelo é equipado com o motor EA111 1.4 Total Flex, que desenvolve potência máxima de 80 cv às 4.800 rotações por minuto. O torque máximo é 12,7 kgf.m, seu câmbio é manual de 4 marchas e as rodas são de 14 polegadas, calçadas com pneus 185/14.

Breve história da Kombi >> A Kombi foi idealizada pelo holandês Ben Pon na década de ´40, que projetou a combinação do confiável conjunto mecânico do ´Volkswagen Sedan´ em um veículo de carga leve. Lançada na Alemanha em 1950, o modelo se destacou pela versatilidade, sendo adotada tanto para transporte urbano de carga, como para levar passageiros. Seu motor era um 1.200 cm³ com 4 cilindros refrigerados a ar com apenas 25 cv de potência.

Ao lado do Fusca, a Kombi marcou o início das atividades da Volkswagen no país, há 60 anos. Sua montagem começou em 1953 num galpão no bairro do Ipiranga, em São Paulo. A partir de 2 de setembro de 1957 o modelo passou a ser efetivamente produzido no Brasil, na Fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo(SP). A Kombi foi o primeiro veículo fabricado pela VW do Brasil, antes mesmo do Fusquinha e o primeiro feito pela empresa fora da Alemanha.

<< Curiosidades >>

– O nome Kombi é uma abreviação para o termo em alemão “Kombinationsfahrzeug”, que em português significa “veículo combinado” ou “combinação do espaço para carga e passeio”.

– Na Alemanha o modelo recebeu o nome VW Bus T1 (Transporter Número 1).

– A versão brasileira trouxe em seu lançamento o mesmo motor de quatro cilindros contrapostos (boxer) de 1.200 cm³ refrigerado a ar, mas com potência de 30 cv.

– Além das versões com janelas traseiras de vidro ou furgão, a Kombi também foi fabricada como picape, com cabine simples ou cabine dupla.

– Com índice de nacionalização de 95%, a versão picape surgiu em 1967, com motor de 1.500 cm³ (potência bruta de 52 cv) e sistema elétrico de 12 volts.

– A partir de 1970, a Volkswagen do Brasil começou a exportar o utilitário para mais de 100 países. Seus principais mercados externos foram: Argélia, Argentina, Chile, Peru, México, Nigéria, Venezuela e Uruguai.

– Em 1975, a Kombi passou por uma reestilização e também teve a cilindrada do motor ampliada para 1.600 cm³. A potência bruta era de 58 cv. Em 1978 esse motor 1.6 ganhou dupla carburação, o que aumentou sua potência para 65 cv.

– A opção com motor 1.6 a diesel surgiu em 1981, um 4 cilindros em linha e refrigerado a água, com 60 cv .

– Em 1982 foi introduzida a versão movida a álcool do motor 1.6, com 56 cv.

– No ano seguinte (1983), a Kombi ganhou painel e volante novos, além da alavanca do freio de mão, que sai do assoalho e passa para debaixo do painel.

– Em 1997 chegou a Kombi Carat, que apresentava soluções como teto mais alto (recurso que passou a ser adotado em toda a linha), porta lateral corrediça e a ausência da parede divisória atrás do banco dianteiro. As mudanças foram realizadas sem abrir mão da versatilidade e da economia exigidas por seus fiéis consumidores.

– No fim de 2005, a Kombi se tornou “flex”, recebendo o motor 4 cilindros 1.4 Total Flex da família EA111. Com arrefecimento a líquido, o modelo se tornou até 34% mais potente e cerca de 30% mais econômico do que o antecessor, refrigerado a ar.

– Desde setembro de 1957 até julho de 2013 foram produzidas 1.551.140 unidades do modelo na fábrica de São Bernardo do Campo. Após 56 anos ininterruptos de produção no Brasil, a Kombi tem a história de maior longevidade na indústria automobilística mundial.