A marca francesa Hispano-Suiza começou a ficar mais famosa quando os seus modelos passaram a ser conhecidos como ´melhores até do que um Rolls Royce´. A empresa – que se formou a partir da junção do design suíço, engenharia francesa e capital espanhol – fez bastante sucesso desde o final dos anos 1910, deixando um rastro de confiabilidade e luxo também nos anos ´30.
Hispano-Suiza J-12 >> Esse incrível modelo da levava o nome “J-12” devido à denominação do seu motor que fora batizado com essa sigla alfa numérica. O imponente automóvel nasceu com a missão de substituir o Hispano-Suiza H6, carro que ficou em linha por 12 anos (1919-1931), fazendo grande sucesso entre os clientes ricos, principalmente na Europa.
Linha de montagem >> Durante o período de fabricação do J-12 (1931-1938), foram construídas apenas 120 unidades desse magnífico veículo francês. Apesar dessa quantidade bastante limitada, o J-12 configurou-se em muitas versões diferentes com carrocerias especiais. O chassi básico era o ´Type 68´ e, dependendo da vontade do cliente (e do tamanho do seu bolso…), havia quatro tamanhos distintos de chassis que eram vestidos com carrocerias para todos os gostos: cupê, sedã, cabriolé com capota de lona móvel, conversível com teto rígido e escamoteável, etc… Todas feitas por empresas encarroçadoras famosas na época e sob a supervisão da Hispano-Suiza.
Motorização >> Esse colosso beberrão de gasolina vinha equipado com um poderoso motor de 12 cilindros em “V”. O propulsor tinha projeto originário dos aviões de caça dos anos ´20 e, segundo dados do fabricante, era disponibilizado em configurações de 9,4 a 11,3 litros (9.400 e 11.300 cilindradas!), chegando a uma potência máxima de 220 cv, força capaz de levá-lo a quase 185km/h de velocidade máxima.
Enfim… >> O Hispano-Suiza J-12 teve sua época áurea, brigando de igual para igual com os melhores Rolls Royce existentes. Hoje em dia é automóvel raríssimo e caro, encontrado somente em requintadas exposições de antigos pelo mundo. Esse carro de alto luxo foi tão bem aceito pela Europa e Estados Unidos que, mesmo em momentos de recessão, suas vendas jamais caíram. Outro detalhe curioso: pelo seu prestígio de confiabilidade e esmero na concepção construtiva, a marca Hispano-Suiza não precisava de equipe de vendas para comercializar os seus carros. Os pedidos vinham e os mesmos “se vendiam” sem a menor dificuldade…









