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As 7 vidas do Golf: VW traz ao Brasil a nova geração do esportivo

Nos últimos anos no Brasil, o Golf esteve em cena mais como ator coadjuvante do que como protagonista. Veículo de ampla aceitação no mundo inteiro, esse Volkswagen (que completará 40 anos em 2014) já fez tanto sucesso que, na Alemanha e noutros lugares da Europa, por exemplo, a sua categoria de mercado é apelidada de “Segmento Golf”, uma coisa mais ou menos parecida com o que aconteceu com as cópias de papel (que viraram Xerox) ou as motos aquáticas sempre chamadas de “Jet Ski” (marca registrada – apenas – pela Kawasaki).

Vendido aqui no Brasil somente na versão hatch (lá fora também como cabriolet e station wagon ), o Golf, defasado na sua 4ª geração, perdeu a liderança de um importante nicho hoje disputado, principalmente, por Peugeot 308, Hyundai i30 e Ford Focus.

Interior do esportivo continua requintado como sempre

 

Injeção de ânimo >> A conversa, no entanto, deverá começar a mudar de tom com a chegada da novíssima 7ª geração ao Brasil. Completamente renovado na Alemanha (e distribuído em mais de 120 países), o Golf deixará de ser um produto empoeirado nas prateleiras para, provavelmente, voltar a brigar pela liderança.

Aparência mudou: mais jovial, modelo mantém design clássico

Na vitrine >> Aproveitando a ocasião do Salão de Frankfurt, a Volkswagen apresentou aqui na Alemanha aos jornalistas especializados do Brasil, o novo carro. Para o mercado nacional ele será revendido em duas versões: Highline e GTi, com, respectivamente, motores 1.4 e 2.0 e 140 e 220 hp de potência bruta, ambos equipados com turbocompressor. Mais do que apenas uma mudança na aparência, o novo Golf G7 (geração VII) 2014 certamente pode ser considerado o melhor de toda a sua história. Essa avaliação recai, principalmente, pelo amplo pacote de tecnologia embarcada, nunca antes disponibilizada por um VW desse porte. Destaque, por exemplo, para os sistemas de estacionamento (entrada e saída de vagas) sem o auxílio das mãos do condutor e o modo que controla impactos frontais, mantendo a distância e até freando o veículo sem a interferência do motorista. Além desses aportes de comodidade e segurança, a nova geração do Golf dá outro salto nesses quesitos: ambas as versões que passarão a ser vendidas aqui já no final de setembro, virão, de série, com 7 AirBags e função “Start-Stop” (que desliga o motor imediatamente após uma parada sem o pé no acelerador), motivando, evidentemente, a diminuição do consumo e emissão de gases.   

Uma pena: segundo a VW, bancos de couro opcionais virão somente na cor preta

 

Sopa de letrinhas >> Muito mais bem equipado do que as gerações anteriores, o Golf agora parece ter ´um rei na barriga´. Nada a ver com aquilo que você já curtiu no passado. Apesar de maior (na distância entre os eixos e no espaço interno), ele está mais eficaz. Entre aperfeiçoamentos de plataforma, carroceria e parte elétrica, o hatch ´emagreceu´ exatos 100 kg, o que o tornou cerca de 23% mais econômico, segundo o fabricante.

Versões Highline e GTi serão as únicas importadas: motores trazem, respectivamente, 140 e 220 hp de potência bruta

Mais completo, ele agora esbanja uma dinâmica superior, privilegiando conforto, performance e, principalmente, segurança. Resumidamente, a sopa alemã usa os seguintes ingredientes: 1) DLA, Dynamic Light Assist (Assistente de luz dinâmica), que usa – a todo instante, veja que incrível – os faróis altos, mas um mecanismo inteligente desvia o facho de xenônio dos olhos dos motoristas no sentido contrário; 2) ACC, Adaptive Cruise Control (Controle adaptativo de velocidade e distância) e Park Assist (como já citei anteriormente), 3) City Emergency Brake (Frenagem urbana de emergência), que evita colisões até 30 km/h; 4) Detector de fadiga (capta a perda de concentração do motorista e ´sugere´, por meio de um sinal sonoro, uma parada para descanso; 5) Sistema “Pro Active” (Proteção proativa dos passageiros), que regula – a partir de situação crítica de iminente descontrole ou colisão do carro – a tensão dos cintos de segurança e fechamento de vidros e teto solar.

Hatch agora sai, de série, com 7 AirBags e sistema "Start-Stop"

 

Enfim… >> Acelerei (com força) as duas versões em situações extremas numa pista de testes pertinho de Berlim. O panorama é bem definido e fácil de entender: a versão Highline é a mais mansa e econômica. Vem com motor 1.4 TSi de 140 hp e com duas opções de câmbio: manual (de seis velocidades) ou automática DSG (7 marchas) com função Tiptronic (trocas na alavanca de câmbio ou ´borboletas´ atrás do volante). Essa proposta é ideal para o uso urbano e repassa com exatidão a clássica sobriedade que o Golf sempre ostentou desde 1974 (1ª geração). Nem mais, nem menos: na medida para quem quer tranquilidade e eficiência.

Novo Golf Highline 1.4 Turbo pode vir com câmbio manual ou automático

 

GTi, o “meu número” >> Esqueça que a versão GTi transforma o Golf num esportivo ´melhorado´. A meu ver, não é assim que o discurso funciona. É outro carro, com comportamento diferente, fôlego irritantemente amplo e charme mais elaborado. Essa é a versão com testosterona! São 220 hp, câmbio DSG (automático de 6 velocidades + Tiptronic), rodas e pneus mais largos e personalidade mais rebelde. Ao pisar fundo, o escapamento duplo exala rápidas (e lindas) ´explosões´ que indicam as trocas de marchas e subidas de giro. Há muito que eu não guiava um esportivo desse porte tão divertido assim. É honesto na entrega de potência, ação dos freios e suspensão. Posso resumir? O novo Golf é como beijo de mulher bonita: amansa a alma, mas acelera o coração…

Marca promoveu ampla experiência de direção com o novo Golf 2014 na Alemanha

PREÇOS DIVULGADOS PELO FABRICANTE (a partir de…)

Golf Highline 1.4 Turbo (140 cv) manual (6 marchas)      = R$ 67.990

Golf Highline 1.4 Turbo (140 cv) DSG (7 marchas)             = R$ 74.990

Golf GTi 2.0 Turbo           (220 cv) DSG (6 marchas, aut.)  = R$ 94.900