buru-rodas

Estamos vivendo o momento mais efervescente da indústria automotiva

Considero o ano de 2014 como a data que marcou a perda da força dominante das mídias tradicionais (jornais impressos, revistas, rádio e TV aberta) e o início da transição das divulgações de fatos e notícias pelas novas expressões de comunicação resumidas pelo termo conjunto ´redes sociais´.

A invasão dessa fronteira outrora inabalável tem gerado uma quantidade absurdamente gigantesca de bobagens que nada acrescentam. Pelo contrário: confundem os que gostam de algum tema específico, como o setor automotivo, por exemplo. Tem gente que acha “que os carros elétricos são uma novidade inventada por Elon Musk”, o polêmico CEO da Tesla… A coisa é bem mais antiga, pois os veículos elétricos existem há mais de cem anos! E Ferdinand Porsche, o lendário engenheiro austríaco criador da marca que leva o seu sobrenome, foi um dos inventores desse tipo de automóvel.

Assim como a propulsão elétrica, os carros autônomos (ou a ideia do que eles algum dia viriam a ser…) já existem desde os anos ´1960. Do mesmo jeito, acredite, o sistema de radar frontal, o comutador automático de farol alto, os estudos e mecanismos de frenagem autônoma, dentre outras grandes inovações que hoje em dia já estão em uso ativo, foram discutidos há, pelo menos, 65 anos! Levanto aqui essa questão porque é até engraçado constatar que algumas pessoas de pouca idade, imaginam que o mundo começou somente há uns 15 anos…

Até bem pouco tempo atrás, não havia quase nenhuma tecnologia embarcada. A estrutura básica de um Fusquinha dos anos 1940 em pouco se diferenciava de uma Ferrari mais moderna: chassi, caixa de câmbio, motor a combustão gerido por um carburador e um precário sistema de freios administrado por pressão hidráulica oriunda da força do pé direito do condutor. Uma visão primitiva da mobilidade, concorda?

Pistas de corrida sempre serviram como laboratórios ligados à segurança e performance automotiva. A categoria Fórmula 1, sem dúvida, é a que mais forneceu dados ao universo construtivo de fabricantes de veículos em larga escala.

Pouco a pouco, as ´luzes espia´ foram cedendo espaço às pequenas telas de computadores de bordo, transformando painéis de instrumentos em ambientes, de fato, úteis ao motorista. O universo aeronáutico também sempre foi um profícuo provedor de boas soluções para a indústria automotiva, principalmente no quesito do aproveitamento de espaço físico e simplificação de unidades de acionamento (botões, teclas, visores etc.).

Nesse exato instante, os automóveis estão sofrendo uma nova transformação: as composições e os processos construtivos de veículos definidos por software já não são o tema mais importante. Evidentemente que as atualizações ´em nuvem´ continuam funcionando e são necessárias, mas a arquitetura eletrônica em si – hoje tão evidenciada pela eletrificação e conectividade – começa a ter a Inteligência Artificial (IA) como um adendo superior no desenvolvimento e consolidação de um projeto automotivo.

É impressionante o que está por vir sobre quatro rodas: a Inteligência Artificial já é capaz de ´aprender´ de maneira infalível e 100% ativa com tudo o que está acontecendo dentro do carro e ao redor dele. Em comunicação direta com os veículos, placas e semáforos ao redor, além de observar e ´sentir´ o comportamento humano no interior do automóvel, esse sistema intuitivo será capaz de melhorar a experiência de direção do condutor e do(s) passageiro(s), assim como otimizar a eficiência da viagem, focando na segurança e conforto com uma assertividade jamais sonhada por qualquer criador de roteiro de filme de ficção científica. O futuro já chegou há tempos… (Imagem: Microsoft Designer Creator IA / Instagram: @acelerandoporai.com.br)