Inicialmente assustadoras, rotuladas como “absolutamente protecionistas” e criticadas pela maioria da chamada ´mídia tradicional´, as novas tarifas de importação impostas pelo atual governo do presidente norte-americano Donald Trump, começaram a delinear lucros por intermédio da geração de negócios inéditos dentro do território dos Estados Unidos.
O impacto dessas altas taxas de importação causou um susto enorme, principalmente nos fabricantes japoneses de automóveis que, além de possuir fábricas nos EUA, precisam importar outros tantos milhares de veículos anualmente para suprir a demanda naquele país. Toyota, Honda e Nissan (as três maiores fabricantes nipônicas, nessa ordem) se viram em maus lençóis no início desse ano ao saber que, a partir do dia 1º de agosto de 2025 (sexta-feira da próxima semana) iriam passar a ser taxadas em 25% nas importações de carros vindos do Japão para serem comercializados nos EUA. Mas esse difícil panorama mudou pra melhor.
Após esforços titânicos do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, e de sua equipe de economistas e sérios membros especializados em relações institucionais, os EUA concordaram na data de hoje (24/7) em baixar essa tarifa para 15%, o que foi uma vitória para a Toyota, Honda e Nissan, além da Mazda, outra importante marca japonesa que tem fábrica na cidade de Hiroshima com produção praticamente toda voltada para os Estados Unidos. A Mazda já havia anunciado há duas semanas uma queda de quase 19% nas suas vendas nos EUA, somente nos últimos dois meses, em decorrência das tarifas de importação.
Trump cedeu? É claro que sim, e esse era o objetivo: pedir alto, impor na força da economia do país mais poderoso do mundo e aguardar as tratativas com o lado de lá, interessado em manter negócios e sobreviver. E assim foi feito: somente algumas empresas japonesas investirão nada menos que US$ 550 bilhões de dólares nos Estados Unidos nos próximos 6 anos! Um dos maiores acordos comerciais feitos até hoje entre o Japão e os EUA.
Fora isso (aqui estou falando apenas do universo automotivo), outras marcas também já anunciaram contratações de funcionários, ampliação e construção de novas fábricas e implementação de novos turnos para aumentar a produção. Hyundai, Mercedes-Benz, Chevrolet e Ford estão nesse ´bolo´ extra de investimento local, para o sorriso de Trump e dos empresários locais.
Como exemplo pontual: Detroit – considerada até hoje a cidade-símbolo da produção automotiva – praticamente viu a completa falência da sua indústria de carros. Tornou-se deserta, sem graça, com a estrutura imobiliária devastada, com prédios inteiros sendo vendidos ao valor simbólico de US$ 1 dólar, desde que o novo proprietário concordasse em liquidar impostos em atraso, deixando os novos em dia. Essa mesma Detroit começa a sorrir após as tarifas de importação de Donald Trump começarem a gerar novas possibilidades dentro da vocação maior da cidade que é fabricar automóveis.
Os Estados Unidos seguem como a nação mais industrializada, mais geradora de tecnologia e com um mercado geral (não somente o de carros) de gigantesco potencial atual, com perspectivas de crescimento futuro. Sempre!
Junto à China, Canadá, Alemanha e Japão, os EUA são um comprador voraz de alimentos, bebidas, petróleo, máquinas, motores, insumos industriais; além de ser um viabilizador fortíssimo de negócios ligados ao turismo, arte e entretenimento. Ficar longe dos EUA significa, simplesmente, perder chances de ótimos negócios. E a rápida indústria automotiva sabe disso e já está agindo para se adaptar… (Imagem: Microsoft Designer Creator IA / Instagram: @acelerandoporai.com.br)





