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Altima, o salto alto da Nissan

Buscando o seu espaço no segmento de sedãs considerados de porte grande aqui no Brasil, a Nissan iniciou a comercialização do Altima no país. O modelo – que é fabricado nos Estados Unidos – chega com preço sugerido de R$ 99.800 para concorrer com Volkswagen Passat, Toyota Camry, Honda Accord e, principalmente, Ford Fusion. Essa é a visão da marca nipônica em relação aos seus oponentes mais fortes em solo nacional.

Bom de vendas lá fora >> A versão ano/modelo 2014 pertence à quinta geração desse carro que é o mais vendido da Nissan nos Estados Unidos, além de ser um dos líderes de comércio em vários outros mercados. O sedã chega às concessionárias com um pacote bem completo de equipamentos, nivelado, segundo o fabricante, com tudo o que é oferecido lá fora nos mercados norte-americano e europeu.

Por baixo do capô >> A atual geração traz motor de 2,5 litros e 4 cilindros e a unidade desenvolve 182 cavalos de potência, trabalhando em conjunto com a última geração do câmbio X-Tronic CVT, uma transmissão continuamente variável com trocas infinitas (e imperceptíveis) de marchas. Testei o Altima em Guararema, interior paulista e uma das coisas mais interessantes desse carro (no quesito esportividade) é um esquema que simula – com perfeição – as mudanças de 7 marchas, que passam uma sensação diferenciada de maior performance.

Características gerais >> Com rodar bem macio, a mecânica se destaca pela nova suspensão traseira do tipo multilink. O motor de 4 cilindros foi aperfeiçoado para oferecer rendimento ainda melhor em consumo de combustível. Ele está 5 kg mais leve e recebeu comando variável de válvula na admissão e no escape, um novo coletor de admissão com geometria variável e tampa de alumínio no coletor de escape. Segundo dados do fabricante, a nova geração do câmbio X-Tronic CVT ficou mais leve e reduziu o atrito dos componentes, o que permite uma economia de 15% no consumo de gasolina. Mesmo com um porte grande e motor de 2,5 litros, esse carro recebeu a nota ´A ´ em sua categoria, no programa brasileiro de etiquetagem veicular do Inmetro.

Estética >> Criado pelo estúdio de design da Nissan em San Diego, nos Estados Unidos, o desenho do novo Altima privilegia a aerodinâmica e recebeu atenção especial nesse aspecto com o objetivo de colaborar na redução do consumo de combustível. A grade é um dos principais símbolos da identidade atual da marca japonesa. Aliada ao pára-choque (que abriga os faróis de neblina), a frente forma um conjunto coeso, elegante. Os vincos nas laterais são de personalidade forte e marcam uma linha de cintura que sai dos faróis dianteiros e vai até o fim da tampa do porta-malas.

Nível de conforto >> O Altima conta com diversas inovações, como por exemplo, o assento ´gravidade zero´, que foi criado com inspiração nos estudos da NASA (Agência Aeroespacial Norte Americana) que pesquisou a posição perfeita para o corpo humano sentado num banco de aeronave. No quesito segurança, o sedã possui vários itens interessantes, como o monitoramento do ponto cego nos retrovisores, alerta para mudanças de faixas e sensor que detecta qualquer movimento ao redor do veículo durante o estacionamento em marcha a ré.

Mais tecnologia >> O computador de bordo localizado na parte central do painel traz diversas mensagens que monitoram o funcionamento do veículo. Com possibilidade de configuração personalizada, o condutor pode observar a pressão dos pneus, consumo instantâneo e diversos outros parâmetros que mostram constantemente o comportamento do carro.

A suspensão do Altima 2014 traz amortecedores com válvulas para controlar e absorver impactos das irregularidades dos pisos. Já o teto solar com acionamento elétrico e o ar condicionado dual zone, além da regulagem elétrica do banco do motorista, são outros itens de conforto interessantes.

Frigir dos ovos >> Até hoje o carro mais divertido que testei da Nissan foi o Tiida. Isso mesmo. Um hatch que, apesar de não ter desempenho marcante, é bom em tudo. Outro que me agrada dessa família é a picape Frontier, veículo que foi o precursor (a começar pelo porte) de tudo o que as outras picapes nacionais hoje chegaram a ser. A questão é a seguinte: da mesma maneira que as outras japonesas fazem (Honda e Toyota, por exemplo, e que são bem conhecidas dos brasileiros), a Nissan também desenvolve projetos muito eficazes, mas que não instigam a produção de testosterona. E o Altima não foge à esta regra. É bacana, silencioso, bem acabado, tem suspensão macia, etc, etc…, mas é o tipo do carro que eu somente gostaria de ter para sentar no banco do passageiro, para ir e vir desfrutando do conforto. A configuração que chama o condutor a sentir prazer ao volante é a de 6 cilindros, mas, não virá ao Brasil.

Enfim…, o pacote é bem completo: piloto automático, GPS integrado, sistema de som da marca Bose, seis airbags, controle eletrônico de tração e estabilidade e freios ABS nas quatro rodas. Se a rede de concessionários tiver jogo de cintura para aceitar usados como entrada e facilitar no financiamento, creio que não terá dificuldades em repassá-lo pelos R$ 99.800, um preço adequado ao conteúdo que oferece. (Fábio Amorim/Fotos: divulgação)