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As luzes de LEDs e suas altas correntes

Uma queda misteriosa na intensidade de luz nas lâmpadas LED (light-emitting diode) sob correntes mais altas sempre deixou os cientistas desconcertados. Até hoje, eles apenas teorizavam a causa do ‘droop’ dos LEDs, mas não tinham certeza prática do fenômeno. Agora, finalmente, ele está explicado e o custo por lúmen das LEDs, que tem impedido esta tecnologia de substituir as lâmpadas incandescentes em aplicações comerciais e residenciais, já não é mais determinante. Pesquisadores na Universidade da Califórnia Santa Barbara, UCSB, em colaboração com colegas da École Polytechnique francesa, identificaram a recombinação Auger como o mecanismo que faz com que os diodos emissores de luz se tornem menos eficientes em correntes mais altas. O conhecimento vindo desta pesquisa deverá resultar em novos desenhos de LEDs, com muito mais altas eficiências de emissões de luz. O ministério de energia americano estimou recentemente que a troca de lâmpadas incandescentes e fluorescentes por LEDs tem potencial de economizar eletricidade equivalente ao total de 50 usinas de 1GW.

Opinião >> “Agora que o droop de eficiência dos LEDs foi explicado,” comentam os pesquisadores James Speck e Claude Weisbuch do centro de materiais energeticamente eficientes da UCSB, “poderemos desenhar LEDs que minimizem a recombinação não-radioativa e produzam maior saída de luz.” O Dr. Weisbuch, pesquisador eminente do centro de pesquisas de fronteira do ministério de energia e que é também professor da École Polytechnique em Paris, comenta que “Este foi um experimento muito complexo, que ilustra os benefícios de um trabalho de equipe em colaboração internacional com um centro de pesquisa de fronteira energética”. Ele teve o apoio de seus colegas Lucio Martinelli e Jacques Peretti e do estudante pós-graduado Justin Iveland. (Zé Luiz Vieira – By Tech)