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Cardápio ampliado

Com duas versões sedã e uma SW, Volkswagen Jetta 2012 agora é oferecido com três opções de motores
Jetta Highline: topo de linha por R$ R$ 89.520

Nos Estados Unidos, o Jetta é carro inserido na faixa dos vinte (e poucos) mil dólares. Por lá, além de qualidade construtiva mais apurada, a oferta de motorização é diferente. Aqui no Brasil a tabela de preços começa em R$ 65.755 e vai ao topo (na versão station wagon – perua – com teto solar) atingindo quase R$ 100 mil.

Com o objetivo de dobrar as vendas do modelo no mercado nacional (e preencher o espaço que ficará vago com a descontinuação do Bora), a VW do Brasil renovou (e ampliou) a linha Jetta. De hoje em diante ele será ofertado nas seguintes versões: Comfortline, Highline e Variant (perua).

Versão de entrada substitui o Bora

Ofertado com duas opções de transmissão (manual de cinco marchas ou Tiptronic automática de seis marchas), o Jetta 2012 “Comfortline” será vendido no mercado por R$ 65.755 e R$ 69.990 (preços com base em São Paulo, sem frete). Essa versão chega com o conhecido motor 2.0 Total Flex de 120 cv que ainda equipa, por exemplo, o Golf nacional. Além de substituir o Bora (que sairá de linha), a missão desse modelo é atrair uma nova clientela que não se importa tanto com um desempenho vigoroso, mas talvez queira impressionar os vizinhos com um carro de design bonito e porte imponente.

O Jetta Comfortline é bem equipado e possui farta lista de opcionais. Vem com rodas de liga leve (aro 16”) e pneus 205/55. Os limpadores de para-brisas têm variação intermitente, os retrovisores são elétricos e o pacote de segurança é honesto: freios ABS (com auxiliares), Airbags (frontais e laterais), alarme, aviso sonoro de faróis ligados, sistema Isofix (para fixação de cadeirinha infantil), faróis de neblina e sensores de estacionamento dianteiro e traseiro.

Jetta Highline: brinquedo agradável

Se você é fã do Jetta, e mais ainda, apreciador do seu (delicioso) motor 2.5 de 5 cilindros, pode ficar tranqüilo que a versão Variant (SW) continuará sendo ofertada com esta receita e, antes de acusar a VW de sacrilégio por ter mexido em time que estava ganhando…, eu recomendo: faça um teste no Jetta turbinado. Se gostas de desempenho “animado”, irás sorrir ao guiar o carro. A versão “Highline” (que custa R$ 89.520 em São Paulo) vem completíssima. O melhor do conjunto é o motor 2.0 TSi (o mesmo que equipa o Tiguan) que entrega 200 cv e torque de 28,5 kgf.m (10 quilos a mais que o 2.0 aspirado de 120 hp). A transmissão DSG tem dupla embreagem e seis velocidades, o que significa um rodar bem arisco com trocas de marchas muito rápidas, sem perda de força entre elas. A VW divulga que o Highline acelera de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos alcançando máxima de 238 km/h.

Bem completo, o Jetta Turbo Highline vem com tudo que alguém que esteja disposto a pagar quase R$ 90 mil irá, certamente, exigir: rádio MP3 com Bluetooth, freios ABS (+ auxiliares), controle de estabilidade, rodas de liga leve (aro 17”), ar-condicionado Climatronic (com duas zonas), controle automático de velocidade, sensores de estacionamento, sensor de chuva, seis airbags, entre outros mimos.

Jetta Variant e seus 5 (generosos) cilindros

Com diferenças estéticas em relação às duas novíssimas versões com carroceria sedã, a Jetta SW (station wagon) é a opção para quem quer mais espaço no porta-malas ou talvez busque outro estilo de desenho ou ainda, para quem é apaixonado pelo vigor (e pelo ronco) do motor de 5 cilindros desenvolvido em parceria com a Lamborghini. Esse propulsor é menos potente que o 2.0 TSi turbo (são 170 cv contra 200 cv), no entanto, a sensação de guiar esse modelo, na opinião (romântica) deste editor, é muito prazerosa dada a ótima comunicação sonora e dinâmica que o conjunto proporciona com o condutor. Esta seria a minha escolha.

Veredicto

Entre as opções de sedãs médios vendidos no Brasil, o Jetta é um dos mais interessantes. As duas versões (com carroceria sedã) mudaram bastante. Além de muitos detalhes estéticos (frontais, laterais, traseiros e internos), o tamanho do carro foi alterado. Está com a capota 6 mm mais baixa e a distância entre-eixos (de 2.651 mm) melhorou a vida de quem vai sentado no assento traseiro. A máquina vem com volante multifuncional e bancos em couro (com regulagem elétrica na versão mais cara). O revestimentos de porta, painel, piso, teto e porta malas são de boa qualidade e o acabamento em geral é coerente (com o preço do carro vendido nos Estados Unidos).

Subi a Serra do Mar (em São Paulo) na versão 2.0 (aspirada, com 120cv) e, para minha surpresa, o Jetta Comfortline não é lerdo, mas, pessoalmente, não me agrada. O Jetta turbo (Highline) é respeitavelmente bem formulado. Nele eu desci a linda serra. Muito ágil, acelera com um vigor invejável à muitos carros de 6 cilindros, resultado do “downsizing” oriundo da injeção direta de gasolina e da ação do turbo que faz desse 4 cilindros um jatinho. Já a Variant (por xodó pessoal) é a versão que mais me agrada. Como disse, pelos 5 cilindros e pelo charme da fusão de esportividade com sofisticação, características marcantes de toda a família Jetta desde o seu lançamento.

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