buru-rodas

Ferrari 250 GTO: 50 anos de um mito italiano

Por sua beleza, valor histórico e, claro, alta performance, os carros da Ferrari sempre são reverenciados em todo o mundo por estarem entre os mais rápidos e exóticos esportivos.

A “250 GTO” é considerada por muitos especialistas como a melhor Ferrari já fabricada.

Para comemorar o 50º aniversário deste modelo, mais de vinte desses exclusivos automóveis de corrida estarão expostos no “Pebble Beach Concours d’Elegance 2011”, mostra de veículos antigos mais importante do mundo, realizada anualmente na Califórnia, Estados Unidos.

Apenas trinta e seis exemplares da Ferrari 250 GTO foram originalmente produzidos, bem como dois GTOs denominados de “330” com motores de maior capacidade. Todos estes carros bastante exclusivos já foram convidados para o encontro americano e mais da metade já confirmaram presença. Alguns deles foram adquiridos por um valor médio de US$ 30 milhões nos últimos anos.

Opinião

“A Ferrari 250 GTO é um dos grandes carros esporte de corrida de todos os tempos. Esse GTO ganhou todas as provas importantes do mundo por cerca de três anos consecutivos, o que é um grande feito considerando-se outras relevantes marcas que corriam na época”, ressalta Ed Gilbertson, Juiz Chefe do ´Pebble Beach Concours d’Elegance´.

Histórico de sucesso

Em sua estréia na famosa prova “12 Horas de Sebring” em 1962, o americano Phil Hill e o belga Olivier Gendebien ficaram em segundo lugar na classificação geral com uma Ferrari 250 GTO tendo à frente “apenas” uma outra Ferrari 250 TestaRossa, carro de corrida ainda mais apurado. Este foi o começo do sucesso da 250 GTO, que incluiu vencer o “Internacional Campeonato GT de Fabricantes” instituído pela FIA (Federation Internationale de L’Automobile’s)  por três anos consecutivos, de 1962 a 1964. A Ferrari 250 GTO ganhou, também, o “Tour de France” (1963 e 1964), o “Tourist Trophy” em Goodwood (1962 e 1963), os “1.000 quilômetros de Nürburgring” (1963 e 1964), a “Targa Florio” (1962, 1963 e 1964) e ainda as famosas “24 horas de Le Mans” em 1962 e 1963.

[nggallery id=43]

Por dentro da bela máquina

Baseado na Ferrari 250 GT “SWB Chassis”, o 250 GTO evoluiu de um carro de teste experimental denominado “250 GT Sperimentale”, em 1961. Com esse carro, o lendário piloto Stirling Moss obteve uma vitória e um quarto lugar (na classificação geral) em Daytona.

A produção do modelo começou mais tarde nesse ano. Tanto o primitivo “Sperimentale” quanto os outros (das séries I e II) da família 250 GTO estarão expostos em Pebble Beach.

Ed Gilbertson enfatiza que apenas um destes carros de produção limitada permanece em sua condição original construtiva e, mesmo assim, por se tratar de um carro de corrida, ele também recebeu uma leve restauração devido a alguns danos acontecidos nas provas. Provavelmente este será a grande estrela entra as Ferraris expostas no famoso “Buraco 18” do campo de Golf do “The Lodge Hotel” em Pebble Beach.

Como nasceu a lenda?

Enzo Ferrari, fundador da marca italiana, designou o engenheiro Giotto Bizzarrini como o responsável maior pelo desenvolvimento de um carro fora dos círculos normais da Ferrari.

O Comendador Enzo exigiu que o veículo fosse construído em completo segredo. Bizzarrini começou aliviando o peso e reforçando o chassi de uma SWB 250. Depois mudou o motor para atrás do eixo dianteiro, melhorando assim a distribuição de peso. Ocorre que, no outono de 1961, Bizzarrini e uma série de outros funcionários deixaram a empresa. Posteriormente, Enzo Ferrari colocou nas mãos do engenheiro Mauro Forghieri e de Sergio Scaglietti a missão de completar o 250 GTO. A partir daí a nova equipe melhorou o V12 de 2.953 cilindradas adicionando os cabeçotes da TestaRossa, adotando válvulas maiores e dando vazão ao fôlego da máquina com 6 carburadores Weber de corpo duplo! A receita ampliou a potência para 300 cv. Outro detalhe importante é que as definitivas 250 GTO tiveram a transmissão de quatro velocidades substituídas por uma caixa de câmbio manual de cinco marchas, todas sincronizadas.

A 250 GTO contou na época com muitas tecnologias já familiares a Ferrari, como estrutura tubular soldada à mão, suspensão dianteira independente, freios a disco e rodas raiadas. O interior do esportivo sempre foi extremamente básico para manter o peso do carro o mais leve possível. Não havia nenhum isolamento acústico e o painel de instrumentos, apesar de espartano, era bem completo, contando com um enorme conta giros central e mais manômetros de pressão de óleo, temperatura do motor, etc…

Sobre o “Pebble Beach Concours d’Elegance”

A primeira edição desse nobre evento foi realizada em 1950, sempre nos arredores das cidades de Carmel e Monterey, na Califórnia, especificamente nos jardins e no campo de golf do elegante The Lodge Hotel. A mostra tem crescido todos os anos e já se consolidou como a melhor do ramo no mundo. Apenas os carros antigos mais bonitos e raros são convidados a aparecer no famoso “Buraco 18” do “Pebble Beach Golf Links”. Nos encontros, a organização do evento arrecada milhões de dólares em doações que são destinadas à caridade. Outros eventos incluem o “Pebble Beach Tour d’Elegance (um lindo passeio dos carros expostos) que é apresentado pela Rolex e há também os leilões promovidos por Gooding & Company. Visite o site www.pebblebeachconcours.net