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Fiat completa meio século e com nove modelos que foram pioneiros

A trajetória da Fiat no Brasil totalizou 50 anos e, na inauguração das instalações industriais em 9 de julho de 1976, tornou-se o maior investimento da marca fora da Itália. A escolha de Betim, em Minas Gerais, foi uma decisão audaciosa para construção de uma fábrica a 600 km de distância de São Bernardo do Campo (SP), onde já existiam sete fabricantes que representavam quase 100% do parque fabril de veículos leves e pesados à época. Embora pouco divulgado, a Fiat cogitou até adiar o avanço do projeto, mas o governo de Minas Gerais atuou de forma decisiva para a conclusão das obras.

Primeiro modelo, o 147 baseado no 127 italiano, era um hatch de três portas e várias inovações: apenas 3.627 mm de comprimento, motor transversal (para maior espaço interno) de 1.050 cm³ e 55 cv brutos (SAE, à época), estepe posicionado no cofre do motor, árvore de direção articulada e freios de duplo circuito. Em 5 de julho de 1979, o 147 com motor a etanol hidratado estreou no mercado, apenas quatro anos depois do início do programa do governo brasileiro em resposta às primeiras crises mundiais de petróleo.

A marca italiana lidera entre automóveis e comerciais leves desde 2021 e, anteriormente, de 2003 a 2015. Reivindica (com razão) a criação de nada menos de nove segmentos no Brasil, ao longo de meio século.

1) 1977: 147 Furgoneta, furgão derivado de automóvel.

2) 1978: 147 Pickup, picape leve derivada de automóvel.

3) 1980: 147 Fiorino, furgão derivado de picape leve.

4) 1990: Uno Mille, primeiro entre automóveis com motores modernos de 1.000 cm³ de cilindrada.

5) 1994: Uno Turbo, pioneiro com este tipo de motor de fábrica (1.4, 118 cv). Outros sete modelos também utilizaram esta solução, que aumenta potência e torque, ao longo dos anos.

6) 1999: Palio Adventure, derivado da perua Palio Weekend. Um aventureiro que dava conta de percursos fora de estrada menos exigentes.

7) 1999: Strada, picape leve com cabine estendida.

8) 2009: Strada com cabine dupla.

9) 2016: Toro, primeira picape intermediária, entre a leve e a média, de construção monobloco.

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Grupo Chery amplia interesse no mercado nacional >> A ofensiva internacional da Chery ganhou contornos notavelmente mais claros em uma cúpula promovida na sede da empresa em Wuhu, na China, agora em outubro. Todas as novidades para o Brasil estão previstas para 2027. SUV compacto Omoda 4 chegará no segundo semestre com motorização híbrida flex, confirmada lá mesmo no país asiático, maior produtor de veículos do mundo. A escolha considera a ampla rede brasileira de abastecimento de etanol, sem exigir do motorista uma mudança imediata de motorização. Ainda faltam dados sobre arquitetura híbrida, potência e torque combinados, consumo e preço.

Já o iCaur V27 tem estreia prevista a partir de março, vinculada à abertura da primeira concessionária da marca no País. Seu desenho de SUV grande aventureiro certamente despertará interesse. Todavia, o mercado nacional exige mais que aparência robusta. Espaço interno, eficiência, equipamentos, desempenho e assistência técnica determinarão sua posição diante de rivais já estabelecidos. Configuração definitiva a ser anunciada. No segundo semestre também está previsto o SUV médio iCaur V25, apresentado mundialmente em Wuhu com alternativas de propulsão elétrica ou de alcance estendido e tração integral inteligente.

Todos os lançamentos testarão a capacidade do grupo de diferenciar mercadologicamente suas marcas. Omoda busca um público interessado em estilo e tecnologia. iCaur explora uma imagem mais voltada à aventura. Sem esquecer de outras marcas vindas da China e cada vez mais atuantes aqui. A Lepas, terceira integrante do grupo Chery, igualmente prepara entrada no Brasil e também no segundo semestre de 2027. Vai exportar os SUVs L4 (compacto), L6 (médio) e o L8 (grande).

A quantidade de novidades impressiona. Exigirá investimentos em concessionárias, peças e pós-venda. Para o consumidor, o êxito da estratégia dependerá menos do número de lançamentos e mais de confiabilidade, custo de manutenção e preservação do valor de revenda. Tudo indica que o grupo Chery estará predisposta a este desafio. (Colaborou, em viagem à China, Arnaldo Bianco)

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Teste: i20 Ultimate entrega bom desempenho >> Estratégia da Hyundai focava em um modelo capaz de estar mais perto do SUV Creta do que do hatch HB20. Até mesmo substituir este último, mas ao que tudo indica o mercado, sempre soberano, mostrou recuperação do hatch, depois de uma queda inicial acentuada. Apenas o sedã derivado foi de fato afetado e deve ser descontinuado em 2027.

A fabricante confirma que o hatch continuará em linha no próximo ano. Espera-se a estreia do SUV compacto Bayon, no primeiro semestre de 2027, e o HB20 permanecer somente em versão mais em conta, sem motor turbo.    (Os artigos, matérias, ensaios ou qualquer outro tipo de expressão intelectual assinados por colaboradores desse veículo midiático, assim como a veiculação de imagens ligadas ao conteúdo do seu texto, enviada(s) pelo colaborador para ilustrar o seu trabalho, são de inteira responsabilidade dos seus autores. A editoria geral desse veículo, necessariamente, não concorda com todas as opiniões aqui expressas. O conteúdo completo (texto e imagem) desta coluna tem autoria e responsabilidade legal de Fernando Calmon).