O “airbag” (bolsa ou almofada de ar) já é um acessório de segurança bem conhecido do público brasileiro, inclusive, exigido por lei desde 1º de janeiro deste ano em todos os automóveis aqui fabricados. O mecanismo – que serve para amenizar lesões em acidentes – é montado de maneira oculta e, em caso de avaria grave com deformação na carroceria, é ativado e inflado em milésimos de segundo. Como você já sabe, hoje ele é distribuído para a proteção do tórax, cabeça e, às vezes, joelhos dos passageiros da frente; e somente cabeça e ombros dos ocupantes da parte de trás, oriundos dos ´airbags de cortina´.
Evolução do mecanismo >> A boa notícia é que agora o airbag já pode vir instalado nos cintos de segurança e a novidade já está disponível no novo Fusion 2015, sedã de luxo da Ford que é comercializado no Brasil. A marca norte-americana mostrou esse veículo recentemente no Salão de São Paulo e o aparato (ainda exclusivo somente para os ocupantes que vão sentados nas laterais do assento traseiro) é um agregado de muito valor no quesito segurança desse modelo, já que, ao inflar, ele atua numa área cerca de cinco vezes maior do que a de um cinto de segurança convencional. O sistema tem uma performance melhor, principalmente em crianças e idosos, que são mais vulneráveis nos acidentes automotivos.
Melhorias no Fusion >> O Fusion hoje detém no mercado nacional a imponente marca de 83% de liderança de vendas no segmento aonde atua. A nova versão (ano/modelo 2015), além dos cintos traseiros infláveis que estão presentes em toda a linha, recebeu alguns equipamentos que ampliam a segurança e o conforto do sedã. Todas as configurações desse carro agora são importadas ao Brasil com espelhos retrovisores externos rebatíveis, ajuste elétrico do banco do passageiro em seis posições e “Assistência de Emergência”, que é um mecanismo acoplado ao sistema SYNC de entretenimento, capaz de conectar-se automaticamente com o SAMU (serviço público de emergência em caso de acidentes).
Mais novidades >> As versões Titanium trazem, ainda, os bancos dianteiros refrigerados e ajuste elétrico do assento do passageiro em dez posições. Para lugares calorentos como o nordeste, esse opcional é, de fato, muito útil, até porque o revestimento de couro é bom (por facilitar a limpeza), mas inadequado em ambientes de temperatura elevada, caso de Alagoas. A Ford também mudou a paleta de cores: sai de cena o Cinza Berlim e entra o Cinza Moscou para a pintura da carroceria. Quem optar pelo Branco Sibéria (nas versões EcoBoost 2.0 AWD e Hybrid), terá a opção de interior claro na composição “Soft Ceramic”.
Mercado >> Bem posicionado no país, o Fusion já teve mais de 10 mil unidades comercializadas até o último dia de outubro de 2014. É o carro que mais vende no seu nicho e também é ofertado numa versão híbrida não muito mais cara que a ´topo´ de linha, o que pode representar economia no bolso em tempos de combustíveis caros e ruins no Brasil. Esse sedã é um dos mais seguros do mundo, pois recebeu cinco estrelas em testes de segurança no renomado NTSHA nos Estados Unidos. Traz motor 2.0 EcoBoost e, na versão mais cara, disponibiliza sistema de estacionamento automático, alerta de pontos cegos, tráfego cruzado e de permanência em faixa. Os preços sugeridos (base SP) são esses: Fusion 2.5 Flex (R$ 102.900); 2.5 Flex + teto solar (R$ 106.900); Titanium 2.0 EcoBoost (R$ 113.900); Titanium 2.0 EcoBoost + teto solar (R$ 117.900); Titanium 2.0 EcoBoost AWD (R$ 126.900); Titanium Plus 2.0 EcoBoost AWD (R$ 126.900) e Titanium Hybrid ou Plus Hybrid (R$ 133.900).
Curiosidade >> O primeiro airbag do mundo foi instalado pela Mercedes-Benz em 1980 no modelo “Classe S”, no entanto, o invento foi patenteado bem antes, em 1953, por John W.Hetrick, um engenheiro que teve a ideia após passar um susto ocasionado pela quebra do para-brisas do seu carro que foi atingido por uma pedra, levando-o a frear bruscamente. Quase 30 anos após o registro da invenção, a patente foi aberta e todos os fabricantes começaram a usar o mecanismo. Além dos carros, os airbags também podem ser utilizados em aviões, motocicletas e até máquinas industriais. Ele funciona com gás nitrogênio e é acionado via centelha elétrica e pólvora por um módulo eletrônico. Injustamente, o inventor desse sistema de segurança jamais recebeu qualquer remuneração financeira da indústria automotiva global. (Fotos: divulgação)











