A Ford divulgou que os seus engenheiros (em todas as partes do mundo) estão criando veículos de um jeito novo, trabalhando juntos num espaço de realidade virtual de ultra-alta definição. A marca norte-americana é a primeira a usar essa tecnologia que permite aos designers e engenheiros trabalharem simultaneamente no desenvolvimento de veículos, globalmente e em tempo real, para aprimorar a sua qualidade antes da fase de protótipo.
Como no jogo “Second Life”, o popular mundo virtual online, só que com ultra-alta definição, os projetistas testam carros do mesmo modo que um consumidor faria numa loja. Esse espaço virtual permite criar imagens quase perfeitas de um carro e já está trazendo melhorias para os consumidores, como a empresa enfatiza, por exemplo, nos novos Fusion e Mustang.
No Fusion, a escolha do local de instalação dos espelhos retrovisores permitiu melhorar a visibilidade sem impactar o desenho do carro. Várias posições foram analisadas virtualmente antes de determinar que a sua instalação na porta seria a melhor opção. Da mesma forma, os engenheiros perceberam que o uso de um brake-light central ultrafino de LED melhoraria a visibilidade sem afetar o estilo.
Essa tecnologia virtual global também foi aplicada no desenvolvimento do novo Mustang. Depois de analisar o carro com a tecnologia de realidade virtual, os engenheiros de produção mudaram o ajuste e o acabamento do painel e dos limpadores de para-brisa para que estes ficassem escondidos quando não são usados. Eliminando fechos expostos, foi possível criar um acabamento preciso e com melhor percepção de qualidade.
Futuro global >> Conforme a Ford amplia sua linha global de veículos, a tecnologia virtual é uma ferramenta chave para entregar produtos com mais qualidade e melhorar a experiência do cliente. Em 2013, seus designers e engenheiros analisaram mais de 135.000 detalhes em 193 protótipos de veículos virtuais criados no Laboratório de Imersão – um feito impossível há alguns anos. A Ford conta com laboratórios virtuais em todo o mundo. Além da Austrália, também tem centros no Brasil, Alemanha, China e Índia, inaugurados em 2012, e no México, aberto em 2013. (Fotos: divulgação)








