O vice-presidente de desenvolvimento de produtos globais da General Motors, Doug Parks, recebendo a imprensa no novo laboratório de baterias do centro técnico de Warren, Detroit, disse que todos os fabricantes do mundo querem fazer um carro elétrico mais barato e de maior alcance do que os já existentes, e que a GM trabalha com horizontes de 200 milhas (320 km) e US$ 30.000.
A fábrica comercializa o híbrido plug-in Chevrolet Volt que cobre 60 quilômetros em modo elétrico antes que um gerador a gasolina tome seu lugar e o subcompacto Spark (puro elétrico) que pode fazer 132 quilômetros por carga total de suas baterias. O primeiro custa US$ 35.000 e o segundo US$ 26.685 e ambos, por serem elétricos e não poluírem enquanto funcionam, têm direito a um crédito federal de US$ 7.500, ficando com preços reais respectivos de US$ 27.500 e US$ 19.185. O atual Volt levou quatro anos para ser desenvolvido e o próximo, com a ajuda do novo laboratório, vai levar metade do tempo e terá pelo menos o dobro do alcance. Atualmente os carros movidos exclusivamente por baterias são responsáveis por apenas 0,3% das vendas no mercado americano.

A Tesla, de Palo Alto, na Califórnia, que neste momento comercializa aquele que é considerado o melhor elétrico existente, o sedã ‘S’, cobra de US$ 63.570 a US$ 96.570 (dependendo do tamanho e tipo de baterias e dos opcionais) e trabalha num automóvel elétrico de mercado de massa, com horizonte de 2016. Seu presidente, Elon Musk, garante que terá alcance de 320 quilômetros e preço ao redor de US$ 35.000. Doug Parks acha que o preço mais alto da Tesla é normal, aceitável para um comprador que quer o melhor não importando o preço de lista. A GM, sempre imaginando largos volumes de venda, pensa diferente, com preços entre US$ 25.000 e US$ 40.000. “O verdadeiro truque será feito por quem conseguir as 200 milhas de alcance dentro do preço que estamos falando. A indústria toda está correndo para isso”, destacou Parks.
Tecnicamente, baterias para 320 quilômetros precisam de 60 kilowatts-hora e para 430 quilômetros precisam de 85 kilowatts-hora. Para recarregá-las em uma hora precisariam de um sistema de recarga de 90 a 120 kilowatts. Tudo isso pode ser feito, desde que o preço seja acessível. Para mantê-los abaixo dos US$ 35 mil, o limite atual é de um pacote de baterias de 20 a 24 kilowatts-hora e um alcance de 130 km. A GM tem centros de pesquisas de baterias em Warren em Michigan, Estados Unidos, em Xangai na China e em Mainz-Kastel na Alemanha. (Zé Luiz Viera, By TechTalk / Fotos: divulgação)






