
O Siena começou sua carreira no mercado nacional em 1997. Nascido como um derivado direto do Palio, chegou com a proposta de ser um modelo tão robusto quanto esse hatch, com o diferencial de oferecer um maior espaço do porta-malas. No ano 2000 sofreu sua primeira reestilização. Em 2004 veio a segunda mudança estética e, até ontem (22/3), o veículo remodelado em 2007 pelo estúdio do designer G.Giugiaro, mantinha-se com as mesmas características.
Após um histórico de 813 mil unidades vendidas, a Fiat investiu cerca de R$ 700 milhões num novo projeto, visando renovar a atenção dos antigos clientes e, obviamente, conquistar novos consumidores dentro de um segmento acirrado e que também tem outras novidades de marcas concorrentes. Basicamente, quatro são os oponentes diretos do Grand Siena (novo nome do modelo): Volkswagen Voyage 1.6, Ford Fiesta Fly 1.6; Nissan Versa 1.6 e Chevrolet Cobalt 1.4, ambos com a mesma faixa de preços e níveis bem parecidos de equipamentos de segurança, acabamento e acessórios opcionais.
Mercado
Por intermédio de pesquisas, a Fiat diz que o principal comprador do segmento “C1” (C1 = nicho de sedãs de porte compacto) é do sexo masculino, geralmente casado, pertencente à ´Classe B´ e com idade entre 45 e 55 anos. A montadora italiana aponta que esse é o cliente que está a fim de sair de um veículo de carroceria hatch para um sedã um pouco mais sofisticado, sinalizando com isso uma ascensão sócio econômica.
Design
O Grand Siena pouco tem a ver com o antigo Siena, a não ser o fato de ser um sedã de 3 volumes e compartilhar o trem de força, já que tipos de câmbio e motores foram mantidos.
O design do carro está completamente diferente a começar pela frente com para-choques novos, grade inédita e faróis alongados que se posicionam numa fronteira entre o capô e os para-lamas dianteiros. Já a traseira (também completamente modificada) manteve as linhas tão conhecidas nos modelos da Alfa Romeo, marca irmã da Fiat. As lanternas dividem-se também entre as extremidades da tampa do porta-malas (agora com 520 litros de capacidade) e as laterais do carro. Falando dessa parte, vale observar os fortes vincos que o Grand Siena apresenta demarcando firmemente uma linha ascendente que vai do pára-lama dianteiro até o final do carro, assim como o capô, que também possui outros vincos. Esses detalhes, além de meros traços estéticos, colaboram num melhoramento aerodinâmico: o modelo está 5% menos resistente ao ar, o que contribui para a economia de combustível e menor nível de ruído.
Ovelha desgarrada
Creio que é possível dizer que o Grand Siena, definitivamente, desgarrou-se da Família Palio para inaugurar um segmento mais independente na Fiat aqui no Brasil. A distância entre os eixos, por exemplo, está 135 mm maior, o que amplia o espaço principalmente no assento traseiro. As bitolas dos eixos dianteiro e traseiro também estão maiores, obedecendo a uma configuração mais esportiva (com a largura traseira maior que a dianteira), o que resulta num comportamento dinâmico mais estável. Se o fato de o Siena antigo adernar demais nas curvas te incomodava, agora isso mudou. A suspensão traseira, derivada do Punto, mantém o carro mais firme em curvas e retas.
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Veredicto
No frigir dos ovos, o Grand Siena evoluiu e está melhor. O tratamento acústico é perceptível e o silêncio a bordo está maior. Já o nível de vibrações diminuiu no novo carro. O acabamento interno está mais interessante e um pouquinho mais requintado que a geração anterior. As estampas de banco, laterais de porta, teto e tabelier são todas novas, com cores sóbrias e elegantes. De série, o modelo traz freios com sistema ABS e Airbag duplo, o som é novo e, na versão com câmbio automatizado (Dualogic), há a presença das “borboletas” por trás do volante, para quem quiser fazer as trocas manuais de marchas. A partir do final do mês de abril, o sedã será ofertado com opção de teto solar Sky Window (de grande área e totalmente elétrico). Os motores são os mesmos: 1.4 Fire Evo Flex (com potência máxima de 88 cv e torque de 12,5 kgf.m, disponível para a versão Atractive) e 1.6 eTorq de 117 hp e 16,8 kgf.m de torque (para as versões Essence 1.6 com câmbio manual ou automatizado). Também há a versão 1.4 Tetra Fuel, agora com um sistema inédito de injeção de alta pressão de gás e nova galeria evoluída de injeção de GNV. A empresa diz que manterá duas versões com a carroceria antiga, com preço reposicionado (mais barato) e sem a opção de motor 1.0.
Enfim, bastante completo, o Siena renasce e tem tudo para se posicionar de maneira ativa no segmento. A Fiat oferece o seguinte cardápio de preços (que pode variar de região para região, conforte impostos locais e valor de frete): Atractive 1.4 (R$ 38.910); Essence 1.6 manual (R$ 43.460 ), Essence 1.6 Dualogic (R$ 45.900) e Tetra Fuel (R$ 48.210). Vale o quanto pesa? Aí você precisa avaliar, comparar com a concorrência e tirar suas próprias conclusões. Bom test-drive! I FA




