Na última edição do “CES” (maior salão de computação do mundo), o Puzzlebox (caixa de quebra-cabeças) da NeuroSky deixou centenas de pessoas chocadas com um crânio que permitia que um ser humano qualquer levantasse e baixasse um helicóptero elétrico de brinquedo. A pessoa tinha de pensar bem forte e o Puzzlebox convertia suas ondas cerebrais em comandos de voo, decolando ou pousando. Muito mais ambicioso é o projeto BrainFlight (voo cerebral), que visa o controle total de uma aeronave usando apenas a mente do piloto. O grupo de pesquisas da empresa Tekever, mais uma série de pesquisadores da Fundação Champalimaud (de Portugal), da Eagle Science (Holanda) e da Technische Universität München (Alemanha), demonstrou o que chamam de interface cérebro-computador (BCI) num simulador da aeronave Diamond DA42, bimotor de quatro lugares e propulsão a hélice.
De acordo com a companhia, o projeto usa um eletroencefalograma (EEG) de alta potência para medir não invasivamente ondas cerebrais que são convertidas em comandos de drones através de algoritmos especialmente concebidos. Por enquanto o objetivo é validar os comandos em voo real, embora a firma imagine que no futuro seu BrainFlight seja adotado como método de controle para voos tripulados ou não. Como o sistema dispensa controle manual, ele pode ser acoplado a qualquer outro modo de transporte, terrestre, marítimo e aeroespacial. (Foto: divulgação)





