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Range Rover elétrico faz viagem pela imortal “Rota da Seda”

Uma das estradas mais emblemáticas da história da humanidade foi, sem dúvida, a fantástica “Rota da Seda”, pela qual os chineses, apoiados por verdadeiros exércitos, levavam o tecido mais caro do mundo a Roma, onde o vendiam e/ou trocavam por mercadorias igualmente caras que só existiam no Ocidente. Ir da Ásia ao Mediterrâneo significava andar ou cavalgar 6.500 km atravessando estradas, passos e trilhas muitas vezes terríveis. O tempo de viagem era normalmente de dois anos para ir e dois para voltar, com intermédios de lutas com todo tipo de assaltantes no caminho. Uma vez em Roma, havia uma parada de pelo menos um ano, quando eram feitos os escambos com os poderosos e ricaços da época. Cada viagem ida e volta levava pelo menos cinco anos, e raramente algum soldado ou negociante conseguia fazer mais de uma em sua vida inteira.

Centenas de anos mais tarde, três Range Rover Sport Hybrids saíram dia 22, de Solihull, na Inglaterra e vão passar por 12 países e cobrir 16.000 km até chegar a Mumbai, na Índia, onde estão os escritórios centrais de sua companhia mãe, a Tata. O novo Range Rover híbrido tem três modos selecionáveis de uso de seu trem de força: o motor de combustão interna é um V6 diesel 3 litros de 340 cv de potência, enquanto o propulsor elétrico desenvolve 35 kW e 17 kgf.m de torque. Esta mais recente geração do Range Rover foi projetada com a integração de um sistema híbrido em mente. O pacote de baterias, refrigerado a água, é montado sob o painel de piso num berço de aço boro, evitando assim prejudicar o espaço para ocupantes e carga. Tanto o Range Rover Hybrid de cinco lugares como o Range Rover Sport Hybrid de sete mantêm a mesma distribuição interna de espaço dos Range Rover comuns. (Zé Luiz Viera, By TechTalk / Fotos: divulgação)