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Salão de Frankfurt: veja como foi o maior evento automotivo do mundo!

Mídia mundial: batalhão de jornalistas em deslocamento entre os pavilhões do Salão de Frankfurt

Maior, mais imponente, norteador das mais impactantes novidades, à frente das mostras de Detroit, Paris e Genebra, o Salão de Frankfurt, na Alemanha, é a mais antiga exposição de fabricantes de veículos do planeta.

Historicamente, como não poderia deixar de acontecer, o evento congregou todos os importantes lançamentos ‘reais’ e trouxe a reboque uma penca de outras idéias e tendências que poderão ser uma realidade no futuro. O símbolo do Salão de Frankfurt 2011 (que você pode conferir pelo site oficial  http://www.iaa.de/ é a silhueta de um carro formado por bolhas d´água. Creio que a mensagem subliminar desta composição limpa e leve é justamente o foco principal de praticamente todos os expositores: uma mobilidade eficaz com motores cada vez menos poluentes, ou seja, a tendência do “downsizing” (propulsores pequenos, que emitem menor quantidade de gases nocivos e que oferecem potência com o auxílio de turbocompressores) mostrou-se uma realidade em Frankfurt.

Não houve este ano um tema específico e forte como em outras edições, pois, nesse instante, carros elétricos, por exemplo, não são mais uma grande novidade e sim uma realidade que pouco a pouco vai ganhando terreno. O slogan oficial da mostra germânica é “Future comes as standard”, mais ou menos “O futuro vem como um padrão”, a meu ver, um foco mais amplo que observa – com muita assertividade – uma tendência fortíssima da construção em larga escala de veículos híbridos (movidos a gasolina e eletricidade), apresentando, neste caso, uma escolha mais coerente com a realidade da maioria dos mercados mundiais. Eis aí uma conciliação amigável entre a indústria tradicional (que explora motores que dependem do petróleo) com as novas demandas tecnológicas que têm a ver com energias alternativas, como baterias de íons de lítio e reabastecimento elétrico via reaproveitamento da própria energia das rodas e dos freios.

Praticamente todas as grandes marcas apresentaram ao menos um protótipo futurista em seus estandes. Além desta movimentação em torno dos modelos híbridos (solução que deve fazer mais sucesso ainda do que os carros puramente elétricos nas próximas décadas), as idéias também se voltaram para o aproveitamento de espaço interno dos carros do futuro, já que, principalmente nas grandes cidades, não há mais tanto espaço para novos veículos.

Outro ponto bem marcante do “IAA – Internationale Automobil-Ausstellung 2011” (para nós brasileiros, Salão de Frankfurt) foi a apresentação de alguns carros compactos e outros de médio porte, caso do Chevrolet Cruze (novo veículo global da GM que já está sendo vendido em 70 países) e que foi apresentado oficialmente na ocasião. A General Motors mostrou, também, o Aveo e o pequeno Spark, além do Camaro conversível e outras atrações. Para o Brasil, além do Cruze, obviamente, a empresa exibiu na Alemanha a picape Colorado. Ainda em fase de lapidação, a Colorado (projeto desenvolvido no Brasil) foi muito bem aceita pela imprensa especializada durante a abertura do salão. Num breve futuro ela chegará aqui para suceder a S-10, campeã de vendas no segmento há mais de 12 anos no mercado nacional.

Além dos mini carros – muitas vezes mostrados apenas em formas de protótipos unitários ou em “show cars” para se sentir o retorno do público – o salão, como de costume, mostrou belas e possantes máquinas, caso da nova BMW Série M5 e o Porsche Carrera 911 2012, este último mais largo, mais baixo, menos poluente e, apesar disso, mais rápido e forte.

Para quem gosta de duas rodas, numa escala mínima também havia algumas motos expostas. Muitas delas, puramente elétricas ´plug-ins´, ou seja, máquinas que precisam ´dormir´ conectadas a uma tomada para poder cumprir sua função no outro dia.

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O que vem para cá?

Difícil acertar na mosca quanto à chegada ao Brasil de alguns modelos expostos em Frankfurt, ademais agora, após a medida do Governo anunciada na semana passada que prevê aumento de 30% em cima da alíquota do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), o que deve encarecer, no mínimo, em 25% os preços dos carros importados. Acredito que esta situação poderá, sim, mudar o panorama do mercado brasileiro, já que a ação privilegiará a produção nacional contra veículos importados (que não venham do México ou Argentina). O Hyundai Veloster, o Kia Rio e o Citroën DS5 devem entrar nessa lista de importados com data certa para chegar. Esperamos que nenhuma operação seja abortada, já que se tratam de três modelos bastante aguardados pelo público.

Outro compacto que chamou muita atenção em Frankfurt foi o VW “UP!”. Virá ao Brasil como carro de entrada, bem equipadinho e mais barato que o Gol G4. Deve causar estrago em cima, principalmente, dos chineses. A marca alemã inclusive anunciou que o seu novo veículo deverá causar a ampliação de alguma fábrica local ou mexicana ou até a construção de nova unidade nacional, já que o “UP!” deverá se tornar o mais novo ´cavalo de batalha´ da VW no Brasil. A Volkswagen tem um objetivo: ser a maior fabricante do planeta até 2018 e o Brasil é um dos degraus mais importantes para a conquista dessa meta, portanto, investirá (e muito) por aqui.

Impacto visual

O Salão de Frankfurt é imponente até pelo tamanho físico da exposição. No total são 11 pavilhões, em sua maioria, com uma extensão na parte superior. Para se ter uma idéia da grandiosidade desse evento, há uma média de 750.000 visitantes todos os dias que são recepcionados por centenas de expositores de carros, peças, acessórios, centros de entretenimento, cafés, restaurantes, etc… Somente os estandes da Mercedes, Audi e 1/4 do espaço usado pela BMW ocupam uma área maior do que a do Anhembi, centro de exposições onde ocorre o Salão de Automóveis de São Paulo.

A ida (a pé) de um pavilhão para o outro é cansativa, daí, vários fabricantes colocam seus carros à disposição dos visitantes para uma carona bem vinda.

Musas, gatas, panteras e coelhinhas…

Desde que o mundo automotivo existe que as mulheres fazem parte da propaganda e do contexto geral desse universo de rodas e motores. No Salão de Frankfurt, costumeiramente, há uma reunião de lindíssimas moças ornamentando os veículos e os espaços de exposição. Loiras, ruivas ou morenas: traços que disputam (com força desigual) os olhares de quem passa para ver os carrinhos… Concorde comigo: não dá para eleger a mais bonita.

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Universo global

Do luxo impactante dos Bentley´s e Rolls-Royces até a simplicidade do Fiat Panda, passando pela excentricidade dos fabricantes de carros esportivos ingleses ou das famosas máquinas italianas de alta performance, o Salão de Frankfurt guarda uma surpresa a cada metro. Jornalista inglês usou aparelhinho para medir os corredores da mostra e disse ser necessário percorrer cerca de 14 quilômetros para ver tudo!

Nos dois primeiros dias (abertos somente para a imprensa), um formigueiro de gente: 10 mil jornalistas do mundo inteiro credenciados a cobrir o evento se amontoavam em torno dos carros e dos executivos das fábricas para angariar as informações mais recentes e os melhores ângulos para fotos e filmagens. Simplesmente impossível fotografar, avaliar e escrever sobre todos os modelos.

Numa peneirada que reuniu critérios de paixão pessoal e áreas de interesse no mercado nacional, tentei fisgar alguns carros mais bacanas que talvez vejamos rodando por aqui num futuro próximo. Claro, além das máquinas (movidas à gasolina), fiz uma rápida (e dificílima!) seleção de algumas lindas gatas que sempre dão brilho ao Salão de Frankfurt.

No apanhado geral, se gostas realmente de carro, sugiro: programe-se para um dia conhecer este grandioso evento. (Fábio Amorim/Texto e fotos)