Com o fim do Salão de Frankfurt, por décadas o maior o mundo, Pequim (sempre ocorre em anos pares) e Shangai (anos ímpares) cresceram e hoje não há nada parecido. Auto China 2026 foi ampliado para quase 400.000 m², na capital do país, e se encerra após 10 dias em 3 de maio. Os chineses superaram a fase de inspiração – às vezes, simples cópias descaradas – nas marcas e veículos ocidentais para criar seus próprios produtos. Claro, trataram de contratar vários dos melhores desenhistas do mundo e avançaram no projeto de carros elétricos e híbridos. Até em motores a combustão passaram a surpreender.
Uma das razões que levaram as marcas chinesas a crescerem tanto foi a verticalização da produção, nunca bem vista pelos concorrentes ocidentais e em especial pelos sindicatos de metalúrgicos. Como não existem sindicatos na China e nem mesmo greves, a expansão foi bastante rápida. Em 2025, o mercado de veículos leves e pesados atingiu quase 35 milhões de unidades, mais que o dobro do segundo maior, os EUA. Isso ilustra as barreiras levantadas por americanos e canadenses; entretanto, a capacidade instalada na China supera 50 milhões de unidades anuais, distribuídas por estimadas 100 marcas, algo insustentável. Várias devem desaparecer.
Na Europa há menos resistências e a produção de origem da China é aceita com algumas restrições. BYD, por exemplo, acaba de pedir filiação à ACEA (Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis, na sigla em francês). Não se sabe ainda se será acolhida porque a entidade abriga marcas basicamente europeias. Das marcas chinesas em Pequim, IA seleciona alguns destaques entre 181 estreias e 71 protótipos. Dos modelos com foco no mercado brasileiro (confirmados ou cotados) estão:
BYD Song Pro (facelift): nova linguagem Dragon Face, com lançamento aqui previsto para junho próximo.
Arcfox T1: SUV compacto elétrico da BAIC, rival direto do BYD Dolphin.
MG 4 Urban: hatch elétrico compacto.
GWM Ora 5: SUV médio elétrico com foco em custo-benefício.
IM Motors (Grupo SAIC): marca de elétricos de luxo a ser confirmada para o mercado brasileiro.
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Cuidados com crianças exigem maior atenção >> Segurança veicular vai bastante além de comprar veículos com bons equipamentos de segurança ativa e passiva. Exige, obrigatoriamente, o seu uso correto por todos os ocupantes. Nova pesquisa indica um risco silencioso que afeta os passageiros mais vulneráveis. O estudo Ourse (Observando a Segurança Infantil nas Estradas, tradução livre da sigla em francês), liderado pela Prévention Routière (associação francesa, desde 1949, dedicada a educar, sensibilizar e prevenir acidentes de trânsito) revela que duas em cada três crianças não estão devidamente protegidas nos automóveis.
Números do Observatório Francês de Segurança Rodoviária alertam: 46 crianças perderam a vida no trânsito em 2024 – quase uma por semana. Como agravante, metade dessas fatalidades ocorreu com a criança como passageira do veículo. Observações de campo com 301 crianças expuseram um paradoxo inaceitável. Embora 89% dos pequenos com menos de dez anos usem o banquinho infantil, espantosos 62% desses dispositivos estavam instalados de forma incorreta. A pesquisa catalogou os erros mais frequentes. Destacam-se cinto de segurança mal ajustado (com falhas de posicionamento e falta de tensionamento), fitas torcidas que perdem a eficácia no impacto e uso falho dos dois engates Isofix de cada um. A omissão na fixação do terceiro ponto de fixação no dorso dos encostos do banco traseiro, continua sendo uma ameaça crítica à firmeza do banquinho infantil no veículo.
Excesso de confiança dos adultos agrava o quadro. Entre os entrevistados, 78% tinham certeza de que os filhos estavam seguros, mas na prática 59% corriam perigo por falhas de instalação ou fixação. Análises de colisões fatais entre 2021 e 2023 atestam a gravidade: 46% das pequenas vítimas estavam mal protegidas por falhas involuntárias. Instalação correta, seguindo as instruções, reduziria a severidade das lesões na metade dos casos. Lamentavelmente, o erro humano ainda prejudica os esforços da engenharia automobilística. No Brasil, banco infantil é obrigatório para crianças de até 10 anos ou que não tenham atingido 1,45 m de altura.
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Yaris Cross XRX Hybrid deve em desempenho >> SUV compacto da Toyota na versão híbrida flex leva uma vantagem frente aos concorrentes: economia de combustível (até 17,9 km/litro, segundo o fabricante). Outro ponto de destaque, o seu estilo inspirado no RAV4. O conjunto óptico é quase todo de LED, menos as setas direcionais. Teto solar bipartido e rodas de liga leve que deixam os discos de freio bem visíveis também agradam. Isso não é tudo, pois o preço alto reduz sua atratividade.
Logo ao entrar, há boa impressão inicial com luzes de cortesia azuis que iluminam o assoalho do lado do motorista e do acompanhante. Começa a destoar pelo excesso de materiais de acabamento ásperos. Quadro de instrumentos tem tela de 7 polegadas com informações pouco organizadas, mas a de multimídia de 10” fica dentro dos padrões com Android Auto e Apple CarPlay de conexão sem fio, além de carregador de celular por indução. Um anteparo alto no lado direito do console incomoda o passageiro. Quem senta atrás tem bom espaço para as pernas. Porta-malas, no entanto, mesmo com estepe temporário estreito, perde em volume para os concorrentes. (Os artigos, matérias, ensaios ou qualquer outro tipo de expressão intelectual assinados por colaboradores desse veículo midiático, assim como a veiculação de imagens ligadas ao conteúdo do seu texto, enviada(s) pelo colaborador para ilustrar o seu trabalho, são de inteira responsabilidade dos seus autores. A editoria geral desse veículo, necessariamente, não concorda com todas as opiniões aqui expressas. O conteúdo completo (texto e imagem) desta coluna tem autoria e responsabilidade legal de Fernando Calmon).






