buru-rodas

Sweptail: a doce poesia de um Rolls-Royce exclusivo

28_rr s (1)

A inglesa Rolls-Royce recebeu (em 2013) talvez a encomenda mais desafiadora da sua história. Um especialíssimo cliente, colecionador de carros antigos, aeronaves e iates de luxo, pensou em agregar ao seu acervo mais um (dentre tantos) Rolls-Royces. Só que dessa vez esse cavalheiro (de identidade não revelada) exigiu uma peça única e feita com inspiração nos mais belos carros da marca britânica dos anos ´20 e ´30.

28_rr s (2)

Alta costura >> Giles Taylor, diretor de design da Rolls-Royce Motor Cars, foi o responsável direto para formar a equipe que teve a missão de realizar o sonho desse cliente especial. Taylor declarou: “O Rolls-Royce Sweptail, pela sua beleza, excentricidade e exclusividade, é o equivalente automotivo da alta costura. Não há nada igual a esse carro”.

28_rr s (3)

Sem pressa >> O fabricante inglês começou então uma divertida epopeia de pesquisas sobre os modelos clássicos da marca, realizada em conjunto com o comprador, sem a menor pressa e também sem custos prévios acertados. A Rolls-Royce fez um trato com o apaixonado cliente para apresentar a conta somente quando o veículo fosse finalizado… Estima-se que o luxuoso carro custou a considerável fortuna de 12,8 milhões de dólares!

28_rr s (4)

Concepção >> Lentamente, o desejado cupê com apenas dois lugares foi ganhando corpo. As inspirações maiores vieram de alguns dos mais belos modelos da RR, como por exemplo, o Phantom I Round Door (de 1925), Phantom II Streamline Saloon (1934), Phantom II Two Door (também de 1934) e um Rolls cupê limousine Park Ward fabricado entre 1920 e 1925. Um dos detalhes exigidos foi o teto panorâmico completamente de vidro.

28_rr s (5)

Detalhes >> A obra-prima difere-se, primeiramente, pelo fato de que hoje os fabricantes de veículos em larga escala não aceitam encomendas de carrocerias exclusivas, coisa comum nos anos ´20, ´30 e ´40. O Sweptail vai além de um carro incomum e chega ao patamar do modelo mais refinado feito até hoje pela Rolls-Royce. A carroceria foi totalmente construída em alumínio, aço e titânio. A grade frontal (polida à mão até ficar espelhada) é um dos aspectos mais clássicos desse carro, pois segue os antigos padrões estéticos de acabamento e forma. O capô, sempre adornado com a belíssima estatueta metálica da ´Dama Alada´, também conhecida como ´Espírito do êxtase´, dessa vez ganhou uma obra construída em fino cristal.

28_rr s (6)

Fineza >> O excêntrico Sweptail atrai todos os olhares para a sua traseira incomum, talvez inadequada para qualquer projeto de design de carros do século XXI, menos para um Rolls-Royce. Por dentro a marca utilizou os materiais mais nobres que conseguiu encontrar, como couros finíssimos e madeira Ébano de Macassar, na África. O interior do veículo é realmente magnífico. O ´deque´ traseiro foi totalmente inspirado em barcos à vela de alta performance e o uso do alumínio escovado e da madeira nunca foram tão elegantemente utilizados.

28_rr s (7)

Toques finais >> A silhueta desse carro é, de fato, uma escultura que se move. Para agradar ao cliente, a Rolls-Royce criou um ambiente que abriga uma garrafa de champagne e duas taças. O mecanismo escamoteável funciona com o toque de um botão, deixando o aparato próximo à mão do condutor. Um jogo exclusivo de malas também foi desenvolvido somente para esse carro.

28_rr s (8)

A base mecânica desse Rolls-Royce é o modelo Phantom VII cupê 2017, com motorização V12 a gasolina da alemã BMW. A linda máquina foi exposta neste final de semana na Itália, no Concorso d´Eleganza Villa d’Este”, magnífico evento de carros antigos que oferece surpresas inesperadas como esse Sweptail, um dos mais interessantes poemas motorizados da Rolls-Royce… (Fotos: divulgação)

28_rr s (9)