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Toyota inicia as vendas da 11ª geração do sedã Corolla

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O Corolla está para a Toyota assim como o Fusca está para a Volkswagen. Fácil de entender, não? Em 1966 a primeira geração desse sedã foi lançada no mercado japonês e, de lá pra cá, não mais parou de fazer sucesso, assinando no Guinness Book (o livro dos recordes), a chancela de veículo mais vendido no planeta até hoje, com mais de 40 milhões unidades produzidas.

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Oponentes >> No Brasil o grande concorrente desse carro é outro japonês que você bem conhece, o Honda Civic, e o posto de mais vendido do mundo atualmente está nas prateleiras da Ford, com a mais nova geração do Focus. Segundo disse Luiz Carlos Andrade Jr. (Vice-Presidente da Toyota do Brasil) na solenidade de lançamento do Corolla 2015 ocorrida em Campinas(SP), “a meta da Toyota com esse novo carro é voltar à liderança entre os sedãs médios”. Shinichi Yasui (engenheiro-chefe do Corolla) enfatizou durante o evento que “foi necessário voltar às origens para manter o Corolla como um carro divertido e que agrade à toda família”.

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O que mudou? >> Conceitualmente, a 11ª geração pouco se difere da anterior, pois a plataforma mantém as mesmas características de sempre: silêncio ao rodar, conforto (principalmente) no espaço para os ocupantes de trás (por causa do assoalho plano e bom vão para os joelhos) e uma robustez mecânica que dá pouca dor de cabeça aos proprietários.

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Entusiasmado, Shinichi Yasui enfatiza que o termo japonês “Waku Doki”, que significa ´empolgação que faz o coração bater mais forte´ é o mais apropriado para definir o sedã, no entanto, isso soa como um exagero para determinar um automóvel que é, na sua mais apurada essência, um veículo comportado, sereno e silencioso. Pouco há de esportivo nesse carro a não ser as linhas externas, agora mais radicais e diretamente equiparadas às do modelo vendido na Europa. Por dentro a sobriedade e o tradicionalismo abundam numa arquitetura clássica que mais acalma do que faz o coração pulsar acelerado. Definitivamente, ele não é uma Ferrari, apenas um sedã familiar.

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Linhas >> Os designers nipônicos fizeram um trabalho voltado para enfatizar mais a largura do carro. E trataram de propagar isso no evento de lançamento dando explicações quase filosóficas para peças feitas por operários suados em linhas de montagem: “A grade frontal é assertiva e possui uma base teórica que privilegia o coeficiente aerodinâmico!” Manobra esdrúxula para simplesmente dizer que o veículo consegue furar o bloqueio do ar com mais eficiência… Enfim, o desenho está bonito e agradável, mas alinhado a tudo o que se vê hoje em dia, sem grandes surpresas estilísticas.

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Por dentro >> Ao contrário, por exemplo, do (exageradamente futurista) Honda Civic, dono de um painel de instrumentos que mais lembra um vídeo game, o Corolla 2015 está com ar clássico e conservador. Os desenhistas argumentam que a “horizontalidade” interna foi propositalmente elaborada para dar a sensação de maior amplitude. Há uma mistura grande de materiais como plástico, couro, metal, imitação de fibra de carbono e tecido com costuras bem traçadas. Os bancos das versões mais luxuosas são em couro perfurado e, no contexto geral, o nível de requinte está no mesmo padrão da geração anterior.

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Melhoramentos >> Para ampliar a comodidade de uso, a Toyota eliminou o “tanquinho” de gasolina extra, que servia para auxiliar a primeira partida nos dias mais frios. O veículo também ganhou aço de maior resistência na confecção da estrutura e opção de mais segurança com airbags para cabeça, tórax e joelhos.

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Versões, câmbios e motores >> A Toyota continua oferecendo quatro versões do Corolla: GLi 1.8 (com transmissão manual de seis velocidades e GLi 1.8 com caixa automática Multi-Drive-CVT – que simula sete velocidades); XEi e Altis, ambos 2.0 e equipados com transmissão automática Multi-Drive-CVT.

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Os motores são os seguintes: 1.8 Flexfuel, Dual VVT-i DOHC 16 válvulas (potência máxima de 144 cv e pico de torque em 18,4 kgf.m) e 2.0 Flexfuel, Dual VVT-i DOHC 16 válvulas (potência máxima de 154 cv e torque de 20,3 kgf.m a 4.800 giros).

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Frigir dos ovos… >> Dizem por aí que “cerveja gelada, Kombi e caneta Bic não se vende: tira-se pedido”. O Corolla (assim como outras figuras queridinhas no Brasil) vai nessa mesma linha. É o tipo do carro que não fica quieto no showroom. Quem já tem, repete a dose porque fica feliz com a durabilidade e o bom valor de revenda; e quem não tem, deseja ter para escalar mais um degrau de charme no mundo sobre rodas.

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A distância entre os eixos dessa nova geração (agora de 2.700 mm) está 10 cm maior que a anterior, um ótimo ganho de espaço. A paleta de cores divide-se em sete opções: Super Branco, Prata, Cinza, Preto e Azul, além das novas cores Vermelho e Branco Pérola. E os preços sugeridos (lembrando que isso pode sofrer variação de acordo com o valor do frete em cada lugar do Brasil) são esses: 1.8 GLi (câmbio manual) R$ 66.570; 1.8 GLi (automático Multi-Drive) R$ 69.990; 2.0 XEi Multi-Drive S (R$ 79.990) e 2.0 Altis Multi Drive S (topo de linha) R$ 92.900. (Fotos: divulgação)

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