A marca alemã Volkswagen planeja aumentar a exportação de veículos produzidos na China para reduzir custos e compensar pressões em outros mercados, enviando modelos novos ao Oriente Médio e Sudeste Asiático e avaliando novas vendas para África e América do Sul.
A iniciativa ocorre enquanto a empresa reorganiza suas operações chinesas para competir com fabricantes locais de carros elétricos, como a BYD, por exemplo. A montadora pretende lançar vinte novos modelos eletrificados na China ainda este ano para recuperar o nível de entregas, que caiu para 2,7 milhões após superar quatro milhões antes da pandemia.
A crise afetou especialmente a Porsche (que pertence ao Grupo VW), com queda nas vendas devido à menor demanda por carros de luxo e a barreiras comerciais nos Estados Unidos e na própria China. Em resposta, a Volkswagen está investindo em uma nova arquitetura eletrônica criada com a Xpeng, já utilizada no sedã elétrico ID. UNYX 07, previsto para chegar aos clientes ainda este ano.
Paralelamente, o grupo passa por uma reestruturação global motivada pela demanda fraca na China, pelas tarifas americanas e pela instabilidade das vendas europeias, o que inclui redução da força de trabalho e ampliação da linha híbrida.
A empresa prevê 2026 como ano de transição, buscando aumentar a venda de veículos eletrificados sem necessariamente elevar o volume total. Seu objetivo é manter-se entre as três maiores montadoras da China e elevar sua fatia de mercado de 11% para 15% até 2030. (Fotos: divulgação Volkswagen / Instagram: @acelerandoporai.com.br)








