
Picapes do passado eram monstrengos duros, sem conforto e mal equipados. Eram veículos somente preparados para um fim: transportar cargas. Esqueça essas percepções. Hoje em dia, principalmente no mercado brasileiro (onde esse tipo de carro é amplamente utilizado como veículo de passeio e não como um utilitário) e para atender a essa demanda ansiosa por luxo e conforto, o universo das picapes evoluiu a ponto de suplantar os carros pequenos em quase tudo.
Para ampliar (e completar) a família Amarok, a Volkswagen lançou aqui no Brasil uma nova versão no catálogo. Trata-se da Amarok Highline, agora equipada com uma moderníssima transmissão automática de 8 velocidades. A caixa especial (que tem a oitava marcha atuante como ´overdrive´) foi desenvolvida em parceria com a gigante alemã ZF Friedrichshafen AG, multinacional mais bem conceituada em caixas de câmbio e artefatos de mobilidade automotiva do mundo.
Novidade na categoria
A introdução desse câmbio de 8 marchas eleva a Amarok ao patamar de ineditismo, pois é a primeira no Brasil com esse tipo de mecanismo. Altamente eficaz e com trocas quase imperceptíveis, o sistema com moderno conversor de torque com a 1ª bastante reduzida e a última (8ª) bem longa, traz vantagens como a ampliação no conforto de rodagem (principalmente em utilização na cidade) com um menor nível de ruído e baixo consumo de óleo diesel em dados comparados com o veículo similar equipado com câmbio manual.
O trabalho de engenharia ampliou a distância entre as relações da primeira e da oitava marchas em relação às transmissões automáticas mais comuns. Segundo a VW, essa maior amplitude possibilita que o motor TDi trabalhe de forma mais eficiente conservando um melhor regime de rotações. A Volkswagen atesta que a 1ª marcha foi preparada para suportar esforços acima do normal, com folga de força nos usos mais severos do ´off-road´, como por exemplo, puxar cargas em subidas íngremes ou rebocar. O veículo vem equipado com a famosa tração “4Motion”, que, por sua eficácia, dispensa as engrenagens de redução do câmbio.
Conforto absoluto
A Amarok está bem acertada em câmbio, suspensões e freios. Por dentro, bancos e volante revestidos em couro, tecidos de portas e revestimentos de painel e teto são feitos em padrão tipo “A”. A versão Highline (dependendo da região, valor de frete e impostos) custará a partir de R$ 135.990. Por esse preço, vem muito bem equipada em acessórios de conforto e segurança: todas as versões trazem de série airbags frontais e sistema de freios antibloqueantes ABS. O modelo traz a função “off-road” (acionada por botão para auxiliar a eficiência dos freios ABS em estradas não pavimentadas) e, tanto nas versões Highline como Trendline, a Amarok pode contar (opcionalmente) com o sistema ESP (Programa Eletrônico de Estabilidade), Controle Automático de Descida (HDC) e Assistente para partida em subida, o “HSA”, mecanismo que mantém o veículo freado por 3 segundos, justamente para evitar que ele desça na ladeira durante o momento em que se tira o pé direito do freio para levá-lo ao acelerador. Há, também, o “ELD”, que bloqueia eletronicamente o diferencial, contribuindo para a estabilidade do veículo.
Mais força e conforto
Concorrendo diretamente com Nissan Frontier, Chevrolet S-10, Mitsubishi Triton, Toyota Hilux e com a nova Ford Ranger (que chegará em breve), a Amarok recebeu up-grade no trem de força e agora conta com nova motorização TDi: o propulsor 2.0 biturbo de 4 cilindros a diesel (recomenda-se o uso do novo Diesel S-50) ganhou virilidade e doa 180 cv de potência e 42.8 kgf.m de torque. A receita na versão com câmbio automático e tração 4X4 “4Motion” faz o carro sair do zero e atingir 100 km/h em 10,9 segundos. Sua velocidade máxima é limitada eletronicamente em 179 km/h, dados numéricos de um carro pequeno.
A nova Amarok automática já está em conformidade com as exigências das normas da Fase L6 do Proconve (Programa de controle da poluição do ar por veículos automotores) para veículos a diesel. A adequação à nova regulamentação foi obtida com a introdução de um filtro de partículas (DPF – Diesel Particulate Filter), que reduz o nível de emissões.
Estável em retas e curvas, forte nas subidas com carga nas costas e com um nível de conforto em patamar premium, a Amarok automática chama as concorrentes para a briga. Veículo valente e de dirigibilidade fácil, deverá apertar a divisão do bolo desse segmento que, no Brasil, está cada dia mais exigente. I FA
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