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Wraith, o Rolls-Royce mais avançado de todos

Há dez anos, a BMW lançou no mercado um novo Rolls-Royce chamado Phantom. Embora adequadamente enorme (com 5,8 m de comprimento, 2 m de largura e 1,6 m de altura) ele era finalmente quase tão avançado quanto os RR tradicionais. Nas décadas imediatamente anteriores a este lançamento, o Rolls tinha se tornado apenas um carro extremamente luxuoso, bem acabado e caro, mas nada especial em termos de mecânica e tecnologia. Quando a BMW comprou a Rolls-Royce Motorcars, a coisa começou a mudar e para muito melhor.

A BMW manteve os tradicionais 6,75 litros de deslocamento do motor, mas num V12 em vez do V8 anterior. Os observadores ficaram quase chocados ao ver a potência do então sedã Silver Spirit (de porte médio) passar de 149 a 460 hp e pela primeira vez a marca ter declarado seu torque (aproximado) de 72 kgf.m. A aceleração de zero a 100km/h passou de 9,5 para 5,9 segundos! Esses últimos 10 anos têm sido muito interessantes para a Rolls-Royce. O sedã Phantom recebeu a companhia do conversível (Drophead) em 2007 e do cupê hardtop em 2008, ambos de duas portas, depois o ligeiramente menor, mas, mais potente Ghost. O deslocamento do V12 baixou um pouco para 6,6 litros (6.600 cm³), mas com dois turbos sua força subiu levando o zero a cem a ficar nos 4,9 segundos.

Evolução >> Agora, aos 10 anos de sua segunda vida, a Rolls-Royce lança o mais potente modelo de sua história, o cupê Wraith. Apesar de baseado na plataforma do Ghost, o novo carro é bem diverso: seu trem de força desenvolve 571 hp e 80 kgf.m de torque entre 1.500 a 5.500 giros, levando-o a fazer a interessantíssima aceleração de zero a 100 km/h em apenas 4,6 segundos, apesar dos seus 2.360 kg de massa.

Descrito por Paul Harris, diretor regional da área Ásia Pacífico, como “O blazer no guarda-roupa da Rolls-Royce”, o Wraith é 50 mm mais baixo que o sedã e 24 mm mais largo na área do eixo traseiro. Ele é o modelo menor da linha, 130 mm mais curto em comprimento total e 183 mm no entreeixos do que o Ghost. A suspensão pneumática foi recalibrada para mais agilidade, mas mantém ‘o rodar de tapete mágico’ característico da marca. Tecnologicamente, ele segue o portfólio EfficientDynamics da empresa-mãe, com frenagem regenerativa e possui os motores mais limpos do segmento de altíssimo luxo. Com consumo urbano ao redor de um litro de gasolina a cada cinco quilômetros rodados e emissões de bem mais de 300 g/km de CO2, o Wraith não é exatamente um carro “verde”, mas…, como dizem seus diretores, “tudo é relativo”.

Tecnologia a bordo >> Com comando de voz para navegação, celular, eMail, mensagem de texto, sistema de áudio de 1.300 watts com 18 alto-falantes, tela central de 26 cm e uma longa série de equipamentos espalhados pela carroceria, esse Rolls esbanja tecnologia, já que os seus comandos de navegação podem ser feitos de dentro do carro ou remotamente por intermédio do aplicativo “Rolls-Royce Connect” via smartphone.

O que mais orgulha a companhia é o SAT, ou controle do sistema de transmissão ajudado por satélite, que usa uma conexão do GPS à caixa ZF de oito marchas: a caixa “enxerga” cruzamentos, caminhos sinuosos e mudanças topográficas à frente e prepara a melhor marcha. Dá pra acreditar? O sistema de segurança ativo começa com velocidade automática de cruzeiro, projeção da velocidade instantânea no parabrisa, visão noturna infravermelha, preparação para frenagem de emergência e um sistema de câmara 360 graus na capota. O modo de segurança passivo ACSM (Advanced Crash Management System) faz 2.000 leituras por segundo a partir de uma matriz de sensores que mantêm todos os sistemas de segurança prontos a intervir a mudanças nas condições de uso. Além dos costumeiros AirBags frontais, laterais e de cortina; motorista e passageiro da frente têm à sua disposição kneebags ou airbags de joelho.

Mais luxo >> A lista de opções é imensa e inclui cores (dentro e fora), acabamentos em todo tipo de madeira, couro, revestimentos em outros materiais, carpetes, sistemas de iluminação interna e externa, sistemas de entretenimento e outros. Qualquer coisa pode ser feita e colocada no carro, desde que: A) Seja humanamente possível e legal; B) O comprador possa pagar por ela, e C) O cliente esteja disposto a esperar.

Todo novo Rolls-Royce vem com garantia de quatro anos sem limite de quilometragem. O preço do Wraith básico na Inglaterra é de US$ 320 mil e inclui mão de obra e manutenção, mais assistência permanente 24/7 (24 horas por dia, sete dias por semana) em qualquer estrada. As maiores vendas estão sendo feitas na Ásia e no Oriente Médio. (Os artigos assinados por colaboradores são de inteira responsabilidade dos seus autores. A editoria geral desse veículo, necessariamente, não concorda com as opiniões aqui expressas. / Zé Luiz Viera, By TechTalk / Fotos: divulgação)