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Test-drive Toyota Corolla: descubra os segredos desse clássico japonês

O Corolla começou a sua carreira em 1966. Agora, esse clássico da Toyota encontra-se na 11ª geração e continua figurando no Guiness Book (o livro dos recordes) como o veículo mais vendido no mundo, com mais de 40 milhões de unidades comercializadas. Testei-o há uns meses no caótico trânsito de São Paulo, mas não pude interagir com a máquina do jeito que gostaria, coisa que ocorreu recentemente ao passar alguns dias com o modelo aqui em Maceió. Sem firulas desnecessárias, vou destrinchar as minhas impressões em rápidas linhas pra dividir o resultado contigo.

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Estilo >> Moderno e com aerodinâmica eficaz, o desenho do Corolla 2015 segue a atual tendência global. Com linhas “orgânicas” que dispensam qualquer traço quadradão, ele impõe-se (principalmente de frente) como um genuíno modelo Toyota. A traseira é mais cosmopolita, mas está tão imponente quanto à geração anterior.

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Conforto e arquitetura interna >> A 11ª geração desse carro parece ter sido formada com as receitas acertadas das primeiras fornadas. O estilo interno é clássico, com painel de instrumentos exibindo as principais informações em mostradores com ´agulhas´. Tudo com visibilidade perfeita. E um discreto computador de bordo central (simples e fácil de manusear) completa o conjunto. A ergonomia é bem trabalhada, por isso, não se cansa após longos trajetos dirigindo-o. Destaque positivo para a (alta) posição de guiar e a maciez e precisão da direção. A câmera de ré facilita as manobras, mas falta o sensor que auxilie esse bom item.

Performance >> O Corolla é um sedã clássico que, a meu ver, não pode ser classificado como um ´esportivo´ radical. Sua receita é mais focada no conforto de uma viagem silenciosa do que em trajetos em curvas rápidas à beira de precipícios. Mas ele é muito esperto. A versão que testei (XEi, 2.0, automática) tem motor 2.0 Flexfuel, Dual VVT-i DOHC 16 válvulas. Sua potência máxima de 154cv é mais do que necessária, principalmente, para o trânsito nas cidades. É arisco, tem boas respostas e o câmbio Multi-Drive-CVT melhorou demais o rodar desse carro.

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Resumo da ópera… >> Não é à toa que o Corolla navega em mares tranquilos há tanto tempo. Há honestidade na proposta. Esse sedã congrega uma interessante mistura de temperos que somam ao contexto da obra. Apesar de não aparentar, ele está maior internamente do que a versão anterior. A distância entre os eixos, por exemplo, cresceu em 10 cm. O bom sistema de som (exibido na mesma tela do GPS), tem rádio + CD Player, além de portinha USB. Uma mácula no projeto do Corolla são as antiquadas hastes da tampa do porta-malas, que invadem o habitáculo ocupando espaço, coisa que poderia ser resolvida com um sistema de dobradiças pantográficas. No geral, um ótimo carro. (Cores disponíveis: Super Branco, Prata, Cinza, Preto e Azul, além das novas cores Vermelho e Branco Pérola. / Preços sugeridos base SP: 1.8 GLi (câmbio manual) R$ 66.570; 1.8 GLi (automático Multi-Drive) R$ 69.990; 2.0 XEi Multi-Drive S (R$ 79.990) e 2.0 Altis Multi Drive S (topo de linha) R$ 92.900. (Fotos