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Já consolidadas, marcas chinesas agora miram no segmento ´premium´

Começa oficialmente neste dia 24 de abril a exposição “Auto China 2026”, traduzida para o ocidente como “Salão do Automóvel de Pequim”. A gigantesca mostra automotiva se concentrará, simultaneamente, em dois locais, totalizando 380.000 m² de área de exposição aonde serão expostos ao público, exatamente 1.451 veículos, dentre os quais, 181 novos modelos mundiais e 71 carros-conceito.

Evidentemente, este salão será liderado pelas marcas chinesas, dentre elas, as gigantes GWM, BYD, Chery, Geely, GAC, Xiaomi, dentre outras. O foco do Salão do Automóvel de Pequim2026 será intensamente dirigido para os veículos eletrificados (híbridos e elétricos) e para a utilização da IA (Inteligência Artificial) como um auxiliar de segurança e comodidade a bordo.

Mesmo pujante internamente e aguerrido nas exportações, o mercado automotivo da China está sofrendo uma diminuição de força nos últimos meses. Entre o momento atual e a metade do ano que vem, a tendência dele é cair mais um pouco e se estabilizar, mas não há previsão (ao menos para esse instante) de uma volta triunfal de crescimento do mercado chinês. O motivo?

São mais de 130 marcas locais se engalfinhando a todo tempo em busca de novos nacos do mercado, o que tem gerado excesso de fabricação e baixa demanda interna. As consequências levam a um aumento exacerbado do estoque e, muitas vezes, à falência de algumas montadoras. Além disso, o governo totalitário chinês tem diminuído, significativamente, os subsídios que alimentam essa espécie de canibalismo automotivo entre ´irmãos´. Ninguém sabe aonde isso vai chegar. Muito provavelmente, o número de marcas chinesas diminuirá bastante nos próximos cinco a sete anos.

Dentro do contexto vale ressaltar que os fabricantes chineses já conseguiram dominar o mercado de modelos eletrificados de pequeno porte e de SUVs médios com padrão de conforto atraente. Já com domínio total na expertise de construção de bons produtos automotivos com muita tecnologia e vendidos a preços bastante competitivos, as marcas chinesas agora apontam os seus canhões, principalmente, para as quatro grandes, tradicionais e respeitáveis marcas alemãs: Mercedes-Benz, BMW, Audi e Porsche.

Esse é o objetivo da vez: oferecer carros ainda mais espetaculares do que aqueles que essas empresas germânicas são capazes de fazer. Em termos de qualidade construtiva, a meu ver, não há a menor dúvida de que os chineses já são capazes de entregar automóveis tão incríveis quanto os de origem teutônica, mas, nessa missão existe um ponto delicado: o prestígio dos logotipos. Isso mesmo! A famosa estrela de três pontas da Mercedes-Benz, as quatro argolas da Audi, a simbologia de uma hélice cortando um céu azul da BMW e o brasão da Porsche com o seu arisco cavalinho negro ao centro, ainda têm um peso significativo naquele recanto mais oculto da vaidade humana.

Fechando esse bate-papo sobre essas marcas (de fato, “premium”) e que estão na mira dos chineses, destaco o lançamento do novo BMW Série 7 sedã. Colosso de luxo, resistência e charme, o Série 7 representa o ápice da BMW como fabricante de automóveis. Máquina realmente indefectível, ele é tão bem construído que serve como base para o Rolls-Royce Phantom. Se quiser ver mais detalhes sobre o Série 7, acesse o nosso portal www.acelerandoporai.com.br    Aquele abraço! (Imagem: Microsoft Designer Creator IA / Instagram: @acelerandoporai.com.br)