Num momento aonde uma parte significativa da população global parece se desinteressar cada vez mais pelos carros próprios, os fabricantes tradicionais têm de realizar verdadeiros malabarismos para conseguir tornar os seus produtos atraentes ao público. Uma das ações de marketing até então tida como infalível nesse sentido, era a exposição das novidades em salões automotivos, dentre eles, os de Tóquio, Detroit, Paris, Frankfurt e New York, sem dúvida os mais importantes do circuito.

Tradicionalmente, o mês de abril agita um pouco mais a gigante New York, cidade mais importante dos Estados Unidos, já que é nessa data que o famoso “New York International Auto Show” acontece. O ´Salão de Nova Iorque´ (para nós, brasileiros) sempre reuniu as maiores marcas do mundo, mas os custos para se exibir no evento talvez tenham se tornado inviáveis. Depois de BMW e Mercedes-Benz, foi a vez de a (também alemã) Audi anunciar que não estará presente no suntuoso encontro que ocorrerá entre 10 e 19 de abril deste ano.

Apesar da importância do mercado norte-americano para essas três marcas germânicas, ambas já comunicaram que, dessa vez, não estarão presentes mesmo sabendo que esse ano a mostra deverá atrair mais de 1 milhão de visitantes. No frigir dos ovos, duas opiniões se contradizem: a dos organizadores desse tipo de evento – que insistem em dizer que os estandes em salões ainda são ferramentas imbatíveis de propaganda – e a das empresas que pagam as contas, que apostam em suas pesquisas internas que não indicam, por exemplo, que haja crescimento de vendas pós-exposições nos salões ou ainda que o público frequentador tenha renda suficiente para adquirir os produtos ali expostos… (Fotos: Google free royalties / Instagram: @acelerandoporai)





