Uma das notícias mais comentadas da semana nas redes sociais, foi a encomenda feita pelo governo alemão de um estudo, acompanhado de uma pesquisa, sobre os impactos que a chegada dos veículos elétricos poderá causar na indústria automotiva. O ponto principal dessa preocupação – divulgado pelo jornal germânico Handelsblatt – é a quantidade de empregos que poderão sumir com a substituição dos automóveis com motores térmicos (diesel/álcool/gasolina) pelos elétricos ou híbridos. Estima-se, segundo essas perspectivas, que em 10 anos, cerca de 400 mil empregos serão afetados diretamente só na Alemanha. Numa análise simplista, alguns analistas acreditam nisso pelo fato de um motor térmico ter entre 1.200 e 1.300 peças que trabalham em conjunto. Já um motor elétrico possui, no máximo, 300 peças atualmente, e a tendência é a diminuição desse número de partes mecânicas, ou seja, para se construir algo mais fácil, a demanda pela mão de obra será, evidentemente, diminuída.

Num contraponto a esse contexto alarmista, a associação comercial da indústria automobilística alemã (VDA), divulgou nota dizendo acreditar que, no máximo, 80 mil empregos serão perdidos na próxima década. Eu fico com essa última opinião, pois imagino que a aceitação dos carros híbridos (misto de veículo com motor a combustão + elétrico) será bem maior que a dos veículos 100% elétricos. Digo isso por várias razões. Uma delas é a falta de infraestrutura com pontos de recarga para o reabastecimento, e o (ainda) alto custo de aquisição de um veículo elétrico. O consumidor brasileiro, por exemplo, que tem hábito de trocar de carro em pouco tempo, terá prejuízo em adquirir um elétrico, vendendo-o antes do tempo mínimo de uso que seria necessário para compensar a relação de custo-benefício direto no preço do km/rodado com eletricidade em relação ao custo de um carro convencional. Vamos aguardar. O tempo dirá qual a melhor solução. Eu acredito mais nos híbridos.
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GPS
FIAT CONCEPT CENTOVENTI venceu a 27ª premiação do “Trophées Argus”, uma competição organizada pela revista francesa L’Argus. O evento aconteceu em Paris (França) e um júri com 18 jornalistas concedeu ao futurista compacto da Fiat o cobiçado “Prêmio Especial do Júri”.
VW POLO ganhou versão esportiva “GTS”. Pelo preço sugerido de R$ 99.470, o modelo tem decoração externa exclusiva, parte interna mais bem equipada com bancos envolventes e costuras vermelhas, painel digital, dentre outros aparatos tecnológicos extras. O motor é o 250 TSi (1.4 turbo), 4 cilindros com 150 hp de potência máxima e 25,4 kgf.m de torque. Já está nas concessionárias da marca alemã.
VOLVO iniciou as vendas do seu SUV compacto XC40 elétrico. Chamado de “XC40 Recharge P8 AWD”, será fabrivado em Ghent (Bélgica), e terá versões com tração 4X2 ou 4X4. A potência é de 408 hp e a autonomia declarada pelo fabricante sueco é de 400 km. Custará 66 mil Euros no mercado europeu, aproximadamente R$ 305.000.
GENESIS, subsidiária de altíssimo luxo da Hyundai, anunciou o início da fabricação do inédito GV80, seu primeiro SUV. Absurdamente bem equipado, o GV80 tem até um eliminador de ruídos para tornar a viagem quase 100% silenciosa. Terá opções de motorização com 6 cilindros a diesel ou 4 e 6 cilindros turbo a gasolina e rodas de 19 e 22 polegadas. Concorre diretamente com Audi Q8, BMW X7, Porsche Cayenne, Mercedes-Benz GLS e Range Rover. Os preços ainda não foram divulgados. (Foto: Mercedes Benz/Google free royalties / Instagram: @acelerandoporai)




