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Covini C6W: um sonho que esperou duas décadas para nascer

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A idéia original para o inusitado esportivo Covini C6W nasceu de um sonho do empreendedor Ferruccio Covini em 1974. Naquele momento, apesar de o projetista já pensar numa inovadora solução estética, o mercado ainda não oferecia pneus de perfil baixo, daí, Covini imaginou uma opção alternativa para as rodas dianteiras de 10 polegadas com pneus de perfil alto.

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Mesmo com um bom andamento de todos os detalhes do carro de seis rodas, o projeto foi suprimido em favor do protótipo Soleado, considerado mais importante naquele momento. Desse jeito, o C6W permaneceu adormecido até os anos 80 quando uma suspensão hidro-pneumática para as quatro rodas dianteiras foi concebida de maneira inédita para otimizar a distribuição de peso sob várias condições de carga.

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Elevados custos de desenvolvimento e outras contingências, forçaram o projeto a ser adiado mais uma vez. Com o surgimento e uso de novas tecnologias como os freios ABS e os airbags, a década de ´90 apontou uma direção positiva para pesquisas em segurança ativa e passiva. O Corvini C6W finalmente sairia do papel para entrar em linha de produção. Com a ajuda de patrocínios de várias empresas ligadas às novas tecnologias, o desenvolvimento do modelo foi adiante.

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Porquê seis rodas? >> O uso de seis rodas em automóveis é bem incomum, mas já ocorreu em tanques de guerra e noutros modelos de corrida, tendo como exemplo máximo o mal sucedido Tyrrell P34 de 1976, um Fórmula 1 com seis pneus que era pouco eficiente e chamava muita atenção somente pelo seu design.

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Ferruccio Covini alegava as seguintes vantagens do seu esportivo: no caso de um esvaziamento do pneu dianteiro, o controle do veículo seria garantido pela outra roda ao lado dele. Quatro freios a disco, embora com áreas menores de atrito, garantiriam uma superfície maior de frenagem, evitando superaquecimento e esforços extras dos freios. Baixo risco de aquaplanagem: as duas rodas mais avançadas (que limpavam a água para os pneus de trás) trariam uma melhor aderência.

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O conforto também seria, na visão do empresário, uma conseqüência das forças de reação mais uniformemente distribuídas na suspensão, já que a reação em caso de uma queda num buraco seria dividida entre as quatro rodas dianteiras, minimizando tremores no chassi. E o último argumento estava ligado à eficácia do mecanismo de direção, mais direto e rápido do que o de um carro com apenas duas rodas.

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O Covini C6W chegou a ser fabricado com motor V8 aspirado e equipado com injeção direta de gasolina Bosch-Motronic. Ele tinha 4.200 cilindradas, 380 hp de potência, torque máximo de 45 kgf.m, transmissão manual de 6 marchas, chassi tubular com reforços de fibra de carbono, freios Brembo e carroceria em fibra de vidro e fibra de carbono. Sua velocidade máxima era superior aos 300 km/h. Com o mesmo espírito dos que não sossegam enquanto não vêem seus sonhos realizados, Ferruccio Covini foi até o fim transformando a sua vontade numa realidade palpável. (Fotos: divulgação)

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