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Estratégia de economia: GM deverá reduzir o número de ´plataformas´

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A “plataforma” de um automóvel é, basicamente, o conjunto dos principais componentes de um projeto que irá originar um veículo. Essa palavrinha é encontrada diversas vezes em textos sobre carros mundo afora, mas, muita gente não compreende exatamente do que se trata. Uma plataforma automotiva, ou seja, a base de um carro, congrega partes fundamentais para a construção. Essa estrutura composta por quase 100% do assoalho, é um receptáculo (da parte inferior do carro) pronto para aceitar as suspensões, eixos e todo o restante do ´trem de força´, como a caixa de câmbio, o motor e agregados.

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Resumindo o papo: se uma montadora de veículos consegue um refinamento de engenharia a ponto de compartilhar plataformas para vários modelos, ela encontra o segredo para economizar bilhões de dólares na sua linha de produção. E esse agora é o foco principal da companhia norte-americana General Motors, que começa uma nova fase em busca do uso comum de plataformas a partir de uma redução das que já possui.

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Numa reunião ocorrida com investidores na última quarta-feira (1/10) em Detroit (EUA), a presidente da GM, Mary Barra, anunciou que nos próximos 10 anos, a empresa deverá passar de 26 para apenas 4 plataformas de construção de carros de passeio e outras (também mínimas) para caminhões. O esforço, que deverá ser concluído em 2025, provavelmente vai gerar uma gigantesca economia de bilhões de dólares nos custos de produção da GM. Mas essa (ótima) solução que já foi adotada por outras gigantes como a Ford, Volkswagen e Toyota, por exemplo, tem alguns ´calcanhares de Aquiles´, como um custo inicial caríssimo de implantação, além de uma complexidade enorme de engenharia mecânica e eletrônica.

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Evidentemente, depois de superada essa fase, a GM também tenderá a colher frutos positivos. E não há como não aderir à esse modelo, caso contrário, a concorrência engole tudo o que encontrar pela frente. Enfim…, o plano de Mary Barra é ousado e deverá culminar em plataformas bastante adaptáveis que, segundo a GM, atenderão a diversos veículos de tração dianteira e traseira, servindo tanto para modelos mais simples, como outros de luxo. As ´cascas´ externas serão diferentes, mas um Cadillac, por exemplo, poderá ter a mesma composição de um Camaro e assim sucessivamente com os diversos modelos da GM pelo mundo. (Fotos: divulgação)

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