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Renegade: confira o que o lançamento da Jeep tem a oferecer

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A FCA (Fiat Chrysler Automobiles) apresentou à imprensa no início desta semana o seu mais novo produto no mercado brasileiro, o Jeep Renegade. O veículo se enquadra no segmento dos SUVs compactos e entrará num nicho bem específico aonde já atuam o Ford Ecosport, Renault Duster, Honda HR-V e, brevemente, Peugeot 2008. O modelo sairá em três versões: Sport (segundo degrau), Longitude (intermediário) e Trailhawk (topo de linha). Grifei a ´Sport´ como a segunda opção da família, porque a Jeep promete para daqui a três ou quatro meses um Renegade ´de entrada´ que custará R$ 69.900. (Abaixo veja todos os preços e versões).

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O modelo tem design exótico e, evidentemente, foi criado a partir da inspiração no primeiro Jeep Willys que nasceu em 1941 e continua fazendo sucesso até hoje. Sem dúvida alguma, por causa da quantidade de inovações e nível de acabamento, o Jeep Renegade vai forçar a concorrência a se equipar um pouco mais. Por exemplo: ele é o primeiro do segmento fabricado aqui a ofertar uma configuração com motor a diesel e tração 4X4, assim como também inicia o ´Park Assist´, sistema que estaciona o veículo sem o auxílio das mãos do condutor (e também o retira da vaga). É o primeiro carro feito no Brasil a oferecer esse aparato eletrônico.

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Aqui no país o Renegade terá duas opções de motorização: 1.8 e.Torq EVO (flex, com câmbio manual ou automático de 6 marchas) ou 2.0 turbodiesel com 170 cv de potência e 35 kgf.m de torque. Quando equipado com esse propulsor a diesel ele somente sairá com a transmissão automática de 9 marchas.

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O utilitário esportivo também traz faróis de gás xenônio e teto solar panorâmico duplo como novidades inéditas nesse segmento. Equipado com 7 airbags, ele ganhou 5 estrelas (nota máxima) nos testes de colisão da Latin N-Cap. Assim como o Honda HR-V, o freio de estacionamento do Renegade também é elétrico com acionamento por botão. Como mimos de conforto, vem com ar-condicionado de duas zonas, sistema Premium de som ´Beats´ e quadro de instrumentos digital e configurável conforme o gosto de cada proprietário. A Jeep diz que a linha Renegade será revendida em 120 concessionários e terá uma prateleira com 71 acessórios diferentes para quem quiser equipá-lo de maneira mais completa.

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Na trilha e na estrada >> Duas coisas eu ressaltaria como as mais interessantes desse projeto: o bom acerto da suspensão e a ergonomia. O Renegade é bastante espaçoso e, nitidamente, percebe-se uma forte influência da Fiat nesse carro norte-americano. Os comandos têm acesso bem facilitado e o acabamento não chega a ser de alto luxo, mas é decente e composto de materiais de qualidade.

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O tabelieur frontal tem cobertura emborrachada, as forrações de porta possuem plástico e tecido agradáveis ao toque e os bancos são largos e aconchegantes, mas, para um utilitário esportivo da Jeep com vocação evidente para o off-road, faltam mais porta-objetos. O console central oferece pouco espaço para trecos (como materiais esportivos) do mesmo modo que os bolsões das portas são limitados. No geral, a cabine é ampla, bem iluminada e confortável, além de permitir acesso facilitado.

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Outro detalhe que merece destaque positivo é a suspensão independente nas quatro rodas. O Renegade chega a ser macio ao rodar e na versão a diesel com motor turbo de 170 cv é valente e rápido. Creio que essa configuração (que começa com preço de R$ 99.900) vai fisgar os clientes órfãos do descontinuado Mitsubishi Pajero TR4 e até, quem sabe, do Troller T4, já que o Renegade é bem mais confortável que esses dois.

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Com ótimo nível de equipamentos, comportamento dinâmico impecável e porte significativo, o Jeep Renegade top de linha (Trailhawk) é um carro consideravelmente interessante para quem está em busca de um SUV disposto e com nível de luxo honesto. As versões a diesel são muito agradáveis e, de fato, topam tudo.

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Enfrentei subidas desafiantes no barro e todas foram vencidas sem grandes problemas. Já as configurações com motor 1.8 flex de (apenas) 132 cv e tração 4×2 (na dianteira) devem ser consideradas somente para o uso urbano, pois o conjunto é muito diferente e de ação mais limitada.

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Prever vendas espetaculares para o Renegade é tão difícil quanto acreditar que a Seleção Brasileira de futebol algum dia conseguirá revidar o massacrante 7X1 aplicado pela Alemanha na Copa de 2014. Sem dúvida, ele nasce com a chancela vitoriosa da Jeep na sua grade frontal. Como dito, na versão topo de linha, é completíssimo a ponto de oferecer câmbio utilizado na Cherokee, ter freios autônomos em descidas radicais, diversos sensores anti-acidente e um pacote bem elaborado de segurança, mas esse lançamento traz dois carros muito diferentes que levam o mesmo nome.

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O mais completo custa o dobro do veículo de entrada e esse preço excedente forma um delta abissal de equipamentos e performance dentro da mesma família. O visual é quase igual para todos, mas as possibilidades de ir além do lamaçal fica resumida apenas às versões a diesel. Por ser novidade, deverá ter folga de vendas nos próximos 6 meses e depois começará a dividir os holofotes, palmo a palmo, com os outros nomes já firmados no mercado. Confira abaixo as versões e preços sugeridos do modelo.

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Versão Sport: R$ 69.900 (câmbio manual, 1.8 flex); R$ 75.900 (automático, 1.8 flex); R$ 99.900 (diesel, automático). //// Versão Longitude: R$ 80.900 (automático, 1.8 flex); R$ 109.900 (diesel, automático). //// Versão Trailhank: R$ 116.990 (diesel, automático). (Fotos: divulgação)

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